[FP] Erin W. Bancroft

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[FP] Erin W. Bancroft

Mensagem por Erin W. Bancroft em Seg Dez 23, 2013 8:18 pm



Ω  Ficha - Semideus  Ω

Nome Completo do Personagem: Erin Worn Bancroft.
Nacionalidade & Naturalidade: Inglaterra; Londrina.
Idade e Data de Nascimento: 18 anos; 31/10/1995.
Sexo:Feminino.
Orientação Sexual:Heterossexual.

Características Físicas: Cabelos claros, ora lisos e com movimento, ora ondulados e com volume, mas sempre longos. Estão sempre soltos, ela só os amarra quando tem que pensar em um plano, e, para isso, usa uma fitinha preta, dada pela avó quando tinha três anos de idade. Bobagem, aos olhos de outras pessoas, mas isso, na mente de Erin, a ajuda a pensar melhor. Olhos de um verde claro,são profundos e misteriosos, como se guardassem segredos que quisessem ser, não importa como,desvendados, mas como uma missão impossível. Curiosos, sim, pois perscrutam tudo e todos ao redor da garota, como se pudessem ver suas auras e mostrar para a garota quais eram boas ou más pessoas. Sua pele é pálida, como se ela não saísse à luz do Sol desde que nascera, ou como se fosse uma alma penada vagante; porém, é macia como veludo, e cheira a morango, e é quente, apesar a aparência gélida. É baixinha e magra. É ágil, e, apesar do tamanho e do peso, é bem forte. Um nariz que poderia ser julgado “perfeito”, e lábios avermelhados, como se o sangue quisesse sair. Apesar da carinha de anjo, pode ser o demônio.

Características Psicológicas: É cheia de segredos e mistérios, nunca se sabe o que se passa na cabeça da garota. Na frente de quem interessa a loira é uma pessoa, quase como uma impostora, e quando não está sendo vigiada, ela tenta ser alguém condizente com seus pensamentos internos. A garota não é muito comunicativa, o máximo que se consegue de reação dela era por meio de olhares, penetrantes.

Parece que se você deixa de usar um sentido acaba por aprimorar outro. A língua sumiu, mas os olhos viraram de águia: ela está presente, apenas observando, tomando notas mentais de tudo e todos. E embora ela não seja capaz (e não queira) de se expressar, ela tenta ajudar as pessoas, concertando seus problemas. Ela ama, mas qualquer tipo de amor a sufoca. Questiona para que serve o amor. Ele não pode ter nada de bom, uma vez que ela não consegue captar os sentimentos que ele causa. Ao mesmo tempo em que se dá o trabalho de se importar com as algumas pessoas, ela passa a brincar com outras. Parece que não quer relacionamentos, passando até a relutar a ter amigos.

Tem distúrbios sadomasoquistas e certo grau de sociopatia,assim como problemas com drogas e bebidas. Por isso precisa sempre de reafirmação. Gosta de viver no seu canto e não quer aproximação de gente, procurando não se importar com os sentimentos dos outros. Silenciosa, manipuladora e muito observadora, ela mostra que pode ser muito pior do que qualquer outra pessoa quando quer.

Sangue: Grega.
Filiação Morgana Worn, mãe adotiva. / Orion Bancroft,pai.
Irmãos Emily Worn Bancroft.
Sobre eles:Desaparecidos.
Parente Olimpiano: Ênio.



Historia do Personagem
.

"Se ela tivesse sido criada pela mãe, isso não aconteceria..."

"Se sua irmã não tivesse desaparecido, ela não teria um colapso ainda maior..."


Tantas justificativas, tantos "se". A vida de Erin sempre foi composta de "se". E se ela tivesse se afastado quando ainda era em tempo? E se ela tivesse fugido de todos os seus destrutivos amores? E se sua mãe não tivesse morrido quando era ainda tão jovem? Bom, acho que devo contar essa história que possui em cada pedaço um pouco de sua composição como ser humano. Ela é o que é hoje, afinal por culpa de suas escolhas e por culpa também daquilo que não foi algo que ela quis.

Sua vida nunca foi comum. Nunca conhecera sua mãe biológica. Ela tão pequena se tornou irmã e mãe de Emily, que fora fruto do segundo casamento de seu pai. Uma criança cuidando de uma criança. Se escondia em baixo da escada de sua casa para chorar sem que ninguém visse até que o cansaço lhe atingia e ela se via obrigada a sair de lá e se enrolar nas cobertas, sendo levada pelos sonhos de uma vida feliz ao lado daquela que lhe deu a vida.

Mas quando tudo começou a entrar nos eixos... Sua irmã desapareceu. Já não se recorda ao certo qual foi a idade que isso ocorreu, sua mente decerto não lhe permite pensar muito sem que uma dor aguda lhe atinja, como que protegendo a frágil mulher de seus pesadelos. Mais uma vez, seu pai entrou em um colapso, mas este ainda maior. Muito maior.

Seu pai se tornou um alcoólatra após a perda de filha, chegava em casa tropeçando em seus próprios pés e batendo em sua única família restante. Erin se restringia a se encolher em um canto qualquer, recordando de sua infância, mas nem ao menos se levantando para ir até as cobertas e adormecendo no chão frio. Ela a culpava sobre o sumiço de Emily. Pior para a loira, que recebia toda a raiva contida de seu pai entre socos e pontapés que lhe arrancavam um pouco de sangue e um pouco de felicidade.

Foi aos 15 que ela achou um pouco da sua felicidade. Sua felicidade personificada em dois belos olhos azuis, um sorriso brilhante e fios tão dourados quanto ouro. Um intercambista com um sonho em suas costas e promessas de uma fuga de seu futuro em algo que ela não desejava. Prometida. Não apenas para um noivo, era prometida também para uma vida que negava-se a aceitar. Ela conseguiu os documentos, fugiu e viveu. Ela viveu como não vivia a muito tempo. Foi o melhor ano de sua vida onde um pequeno apartamento e um emprego comum lhe era o suficiente. Onde até mesmo acordar parecia ser o inicio de uma vida. O abrir de olhos de uma criança, dia após dia.

Mas ela enlouqueceu. Não assim do nada. Ela viu seu amado ser morto na sua frente por um monstro mitológico, enquanto se encolhia mais uma vez e via o arco dele cair de sua mão encharcada de seu próprio sangue. Não havia mais solução. Ele estava morto. Seus gritos foram ouvidos pelos vizinho e quando contou a história, foi acusada de ser a assassina mas julgada mentalmente impossibilitada.

Mas nenhum lugar é protegido o suficiente. Ela escapou, é claro. E para alguém de seu gabarito, não foi difícil forjar novos documentos. Conseguiu um emprego simples e logo se via envolvida nos mais diversos tipos de relacionamentos que não duravam mais de semanas por não ser capaz de esquecer aquele que agora estava bem longe de suas mãos.

Ela assistiu seu plano dando certo e sendo anunciado em noticiários menores sobre seu falecimento. Ela assistiu seu antigo mundo sendo deixado para trás enquanto surgia mais um homem em sua vida. Ele era o oposto de seu antigo amor em todos os aspectos. Seus olhos e cabelos negros como a noite, seu jeito fechado e violento e seus vícios. Ela se viu envolvida demais para fugir, mesmo quando, novamente, começou a apanhar.

A sua desgraça se iniciou. Maquiagens para esconder os machucados, bebidas para esquecer os problemas, brigas constantes com aquele com quem dividia o apartamento um pouco maior que o anterior, um pouco mais de maquiagem, e cortes. Ela começou a se cortar, tentou suicídio tantas vezes de tantas formas diferentes, mas nenhuma foi finalizada pois ele sempre estava lá.

Ele lhe salvava e lhe matava pouco a pouco ao mesmo tempo.

Ela fugira no meio da noite, partindo para Manhattan. Entre suas andanças, fora atacada por uma empousa. Seu salvador - que ela mais tarde descobriu ser um sátiro - disse-lhe que havia um lugar protegido para pessoas como ela. Cansada de viver inconstantemente, ela aceitou, chegando ao Acampamento três dias depois.


Chegada ao Acampamento
.

O caos. Já parou para pensar um pouco sobre isso? Esse conceito muitas vezes associado à desordem ou até mesmo à destruição, propriamente dita... O que efetivamente quer dizer? Vejamos então. Um reles desarranjo, um simples desalinho nos padrões aceitos como normais. Isso é chamado de caos. Ao menos, pelas pessoas meramente convencionais. Mas a questão é que, se os indivíduos que enxergam esse desarranjo como algo ruim são, no mínimo hipócritas, qual seria o verdadeiro propósito do caos? Ou melhor, qual seria o seu significado? Manter, modificar ou destruir? O conceito de normalidade se transforma com o passar dos tempos, ele progride. O anormal, de acordo com a situação, torna-se perfeitamente normal. E assim, o futuro desmancha o passado. Dessa maneira, sempre que necessário, surgem os agentes do caos. Aqueles que agem de acordo com sua vontade, sem limitar-se às regras, sem importar-se com o que é convencional ou não. Mas perante os olhos inconvenientes da massa, eles são vistos como anarquistas duma utopia fantasiada pela manipulação dos mais fracos. Para mudar esse mundo, cá entre nós, fantasias não bastam. Precisa-se de atitude, que é a pouca distância entre os sonhos e a conquista. Mas toda ação requer uma conseqüência, como bem se é sabido. E o pequeno passo que se dá em direção ao caos,chama-se loucura. Sempre à companhia conveniente do caos.
Essa é a questão.

A fumaça vazava pelos lábios róseos. Era densa e espessa, puramente feita de tabaco. Carregava um cheiro exageradamente forte consigo que chega a ser desagradável para algumas pessoas. Ela dançava sorrateiramente por seu rosto apático até subir e somente então, desaparecer em meio ao sopro dos ventos. E todas as vezes que seus pulmões castigados esvaziavam-se daquela fumaça, ela tragava o enrolado. Logo, esbarrou em uma dupla de garotas enquanto seguia pela rua semi deserta. Elas riram em sintonia, seus risos eram estranho, estavam ficando desafinados até tornarem-se grunhidos de animal. Erin afastou-se destas, indo de encontro a um beco.

Brancas como giz, tinham uma perna de bronze e outra de burro, possuíam presas e unhas afiadas, criaturas horríveis e cruéis. Estas sorriram para a menina, lambendo os lábios brancos. Suas presas e dentes expostos apontavam para a garota, fazendo-a tremer. A menina não conseguiu se mover, pensando em formas de sair dali, não havia escapatória. Um assovio ressoou sobre o beco vazio, um garoto de andar estranhos e cabelos extremamente ruivos, estava ao outro lado, tomando atenção dos monstros por um instante.

- Fuja! - mandou para a garota, que no mesmo instante fugiu pela porta da frente, correndo para o campo do colégio, temendo pelo que aconteceria com o garoto. Em poucos minutos, o garoto veio correndo na direção da mesma, puxando-a pelo braço. Pode gritar, reclamar mas o garoto não a soltara até entrarem em uma caminhonete, onde o jovem ligou o motor.

No trajeto, o jovem começou explicar a Erin o que realmente era, um sátiro, que sue dever era levar os semi-deuses em segurança ao acampamento, onde seria, futuramente o lar da garota. Ela pouco acreditou nisso, mas tinha que admitir que era uma das teorias de não ter a mãe consigo, seria ela uma deusa da mitologia grega? Seria tudo aquilo real que o sátiro a estava dizendo? Em pouco tempo, pelo menos o que pareceu a ela, que encheu o sátiro de perguntas, até o obrigou a descer as calças para ver as pernas de bode, a qual ficou muito surpresa ao ver. Após sua chegada ao acampamento tomou por si que poderia mesmo ser uma semi-deusa, que praticamente, todos os mitos da mitologia grega eram reais. Com o tempo, tomou acampamento como sua nova casa, assim, sendo reclamada mais tarde por sua verdadeira mãe.




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Re: [FP] Erin W. Bancroft

Mensagem por Afrodite em Seg Dez 23, 2013 8:26 pm




Aprovada.
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