[FP] Jade Park Lynn

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[FP] Jade Park Lynn

Mensagem por Jade Park Lynn em Qui Jan 09, 2014 11:05 pm



Ω  Ficha - Semideus  Ω

Nome Completo do Personagem: Jade Park Lynn
Nacionalidade & Naturalidade: Nova Iorque, Estados Unidos
Idade e Data de Nascimento: 16 anos, 14.03.1996
Sexo: Feminino
Orientação Sexual: Bissexual
Características Físicas: Jade possui a pele pálida e olhos negros contendo um brilho natural, sempre junto com uma maquiagem que os destaque. O rosto com os traços asiáticos definidos, os quais puxou da mãe, que veio da Coreia do Sul. Os cabelos lisos, caem pelos ombros até pouco abaixo do busto, com exceção da franja repicada, sua cor naturalmente loira mudada constantemente pela mesma. Os lábios carnudos, o sorriso meigo e o ar divertido em grande parte do tempo dão uma aparência fofa para a mesma, junto com o corpo magro e bem equilibrado em 1,62m de altura.
Características Psicológicas: Extrovertida, porém misteriosa. Bem humorada, porém irônica. Uma garota assustada escondida atrás de uma máscara. Jade tem muitos problemas para conseguir aceitar a si mesma, ou aceitar o que sente, sempre deixando que o álcool tome conta de seu corpo para que possa esquecer qualquer coisa que a atormente, principalmente tratando-se de sentimentos, já que considera essa sua maior fraqueza. Tem certo desprezo por seu padrasto, por fatos do passado, e sente a necessidade de fazer com que ele brigue com sua mãe constantemente, nunca admitindo que sente medo do mesmo. Detesta receber e seguir ordens, e tem certa tendência a desobedecer regras. Dotada de grande teimosia, não costuma desistir facilmente do que deseja.
Sangue: Grego
Filiação: Lee Park Lynn (mãe)
Irmãos: Luhan Lynn Myker  
Sobre eles:Lee e Luhan moram em New York, junto com o padrasto de Jade, Nicholas Van Myker. A mãe é dona de uma rede de bares que se estendem pela região, e Luhan, de 10 anos, é filho de Lee com Nicholas.
Parente Olimpiano: Dionísio.



Historia do Personagem
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Jade nasceu em Nova Iorque no ano de 1996, dentro do banheiro de um dos bares de sua mãe. Este bar nada mais é do que o primeiro andar de sua casa, onde mora desde sempre. Sua mãe se mudou para NY quando tinha 20 anos, trazendo consigo uma herança do avô de Jade, abrindo vários bares espalhados pela região, mantendo o negócio de família há gerações.
Lee sempre teve certo desprezo pela filha, por ter sido abandonada por Dionísio, e procura ter pouco contato com a mesma, portanto,  desde pequena  Jade foi obrigada a aprender a se virar sozinha, passando grande parte do tempo no bar gravando com uma facilidade imensa a forma com que os drinks eram preparados.
Quando Jade tinha 10 anos Lee casou-se com Nicholas, e no princípio o padrasto da mesma era um homem legal, porém certa noite o mesmo invadiu invadiu o quarto da garota, provavelmente bebado, já que o cheiro do álcool era fácil de ser sentido, e a estuprou, a ameaçando de todas as formas possíveis para que não contasse para sua mãe. A experiência traumatizou e revoltou a mesma, criando um ódio tão grande pelo homem dentro dela que meses depois ela tentou esfaquea-lo enquanto ele dormia, uma tentativa falha. Um ano depois Lee engravidou de Nicholas, dando vida ao pequeno Luhan, que nasceu precoce, 7 meses depois. Jade sempre teve certo ódio do menino, por ser fruto ne Nicholas e fazer com que Lee se esquecesse completamente de sua existência em certos momentos, procurando manter a maior distância possivel do mesmo.
Com o passar dos anos, a garota se tornou fria e manipuladora em grande parte do tempo, provocando brigas constantes entre Nicholas e Lee. Seu único e melhor amigo desde que entrou no colegial sempre foi Lorcan, ou como ela costuma o chamar, Andy. E Andy é o único que consegue entender e compreender a menina, a acalmando nos momentos de raiva para que não faça nenhuma besteira ou beba demais. O que Jade nunca soube é que Lorcan na verdade é um sátiro, enviado para protegê-la.
Durante muitos anos Jade estranhou o fato de sua mãe tomar muito cuidado com as pessoas que entravam no bar, o que na verdade sempre fora um modo de garantir que nenhum monstro chegasse até ela, e de proteger a filha, mostrando que no fundo sempre se importou com a mesma. Tática que funcionou por muitos anos até que Jade fosse mandada ao acampamento.

Chegada ao Acampamento
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Não era uma manhã diferente das outras. Ao menos não parecia ser. Eu acordei mais uma vez no mesmo quarto pequeno, com as mesmas pessoas bêbadas atiradas no chão (talvez algumas novas) e com os mesmos barulhos nada animadores de gritos e copos batendo uns nos outros vindo do andar de baixo.
Men sentei na cama e olhei ao redor, ignorando os homens bêbados no chão, meu quarto era provavelmente o cômodo mais simples da casa. Nada comparado ao quarto cheio de tecnologias e enfeites de Luhan. Um guarda-roupa pequeno, uma pequena estante de livros, um espelho grande e minha cama eram as únicas coisas espalhadas pelo cômodo simples. As paredes não eram pintadas a anos, sempre com a mesma cor de vinho desgastada, que por sorte sempre foi minha favorita. A porta sempre rangindo ao mais leve toque, assim como o piso de madeira. Como eu disse, nada comparado ao quarto de Luhan. Sequer um celular me permitiam ter.
- POR QUE DIABOS VOCÊS AINDA DORMEM AQUI? - gritei, assustando boa parte dos homens que dormiam. - Saiam do meu quarto antes que eu enfie garrafas no orifício anal de cada um de vocês. - falei com um sorriso falso e irônico, enquanto os homens se retiravam do quarto, fazendo com que eu finalmente pudesse ver o chão. Talvez eles não acreditassem que eu realmente cumpriria as ameaças, mas nenhum deles quis ficar para conferir.
Depois de ter certeza que não havia mais ninguém além de mim ali dentro, finalmente me troquei para ir a escola. Regata preta simples, jeans surrados, all star velho e uma fita cor de vinho amarrada na cabeça na altura da testa. Não, eu não me vestia como qualque garota perfeita por ai. Minha maquiagem era um simples lápis preto no olho na parte inferior, um risco de deliniador na superior e o bom e velho batom vermelho, nada mais. E era isso, Jade Park Lynn estava pronta para a escola.
Peguei minha bolsa ao lado da porta e desci correndo as escadas de madeira, que tremiam a cada dregrau que eu pisava com força, chegando finalmente ao andar de baixo: o bar.
- Mãe, eu já te pedi mil vezes para colocar as pessoas bêbadas em outro quarto que não seja, bom... O MEU! - dei ênfase nas ultimas palavras enquanto ela fingia nem ouvir. Luhan correu escada a baixo para abraça-la, e eu me esgueirei pelo balcão, colocando uma garrafa de vinho dentro da bolsa sem que percebessem e pegando uma lata de cerveja para disfarçar, a abrindo e tomando um longo gole, logo ouvindo o grito estridente de meu irmão menor:
- Mããe! A Jade tá bebendo cerveja!
E em seguida a lata foi retirada de minha mão, e em seu lugar surgiu uma Coca Diet
- Coca Diet, recomendado para garotas da sua idade e também a favorita de... - minha mãe cortou a própria frase com um sorriso amargo e se virou para arrumar o cabelo de Luhan.
"Idiotas." pensei comigo mesma, tomando o refrigerante e observando Nicholas surgir nas escadas.
- Onde está meu barbeador, Jade? - sua voz era firme e a aparencia era de quem havia ficado por muito tempo em busca de algo. Apenas sorri levemente e retruquei.
- Pergunte a sua esposa, ela deveria lhe dar mais atenção. - olhei para ele arqueando levemente as sobrancelhas, um olhar que ele reconhecia sempre como "Se ela desse mais atenção talvez você não saísse estuprando a filha dela" e isso o irritou, fazendo com que ele gritasse para minha mãe que a filha dela não deveria se meter no relacionamento deles. Nada daquilo me interessava mais, apesar de que eu mesma escondi o barbeador dele, dei as costas os ignorando completamente, saindo do bar em direção a escola.
A caminhada não era longa até o ponto de ônibus, meus passos eram firmes e rápidos, a cabeça erguida, e após alguns minutos eu já estava lá, amassando a latinha de Coca Diet sem mais nenhum liquido e jogando no chão. Andy chegou no minuto seguinte, observando a latinha no chão e olhando para mim com desprezo.
- Que decepção. - ele disse, juntando a latinha e guardando em sua bolsa. - E eu pensando que minha melhor amiga tinha um pouco de descencia.
Lorcan tem cabelos loiros platinados e olhos azuis encantadores, porém ele andava de uma forma estranha e sempre de calças, dizendo esconder uma fratura. E eu, claro, nunca disse nada, os problemas dele não são da minha conta assim como os meus não são da conta dele.
- Relaxa, Andy. - falei rindo, afinal, era impossível não rir estando no meu lugar. - Eu joguei ai porque sabia que você juntaria e a guardaria como se fosse um filho. - zombei dele enquanto entrava no ônibus quase lotado que acabara de chegar com ele ao meu encalço.
O caminho até a escola foi silêncioso, um garoto do time de futebol me encarava do fundo do ônibus e dei uma piscada provocativa para o mesmo, mas ele não me interessava muito de verdade. Peguei a mão de Andy e o puxei para fora do veículo assim que o mesmo parou, querendo sair daquela lata ambulante o mais rápido possível.
- Ah, nada como o bom e velho ar puro. - falei com um sorriso nos lábios, logo se transformando em um sorriso maldoso - Venha Andy, trouxe uma coisa especial para nós enquanto matamos a primeira aula.
Consegui leva-lo até o ginásio, mesmo que ele estivesse relutante. Sempre foi uma das minhas coisas favoritas matar aula para beber. E arrastar Andy comigo fazia parte dessa diversão.
- Ahhh Andy, são poucos minutos. - implorei fazendo um beicinho que sei que ele jamais resistiria e o mesmo cedeu, entrando em baixo das arquibancadas.
Esse era o bom das arquibancadas do ginásio. São brancas, mas fechadas como uma casa, e na lateral há uma porta para funcionários. Antigamente a arquibancada era como um armário para vassouras, ou uma sala de algum funcionário louco. Mas claro, agora só restavam vestigios, algumas cadeiras e uma lâmpada que eu e Andy sempre acendemos para a escuridão não nos consumir.
Esse era o meu esconderijo. O descobri no primeiro dia de aula e desde então sempre foi assim ao menos uma vez por semana, com Lorcan todo o dia ao meu lado reclamado do quanto isso é errado, porém, eu não me importo e nunca vi ninguém mais se importar além dele.
- Roubou bebida do bar de novo?
- Garoto esperto.
- Obrigado, ouço muito isso.
Me atirei em uma cadeira, puxando outra para colocar os pés em cima e retirei a garrafa de vinho da bolsa, a abrindo com facilidade e tomando alguns goles, estendendo a ele em seguida.
- Eles não se importam, Nicholas tem dinheiro para comprar 100 dessas. - finalmente respondi como se devia, enquanto Andy fingia tomar um gole de vinho achando que me enganava.
- Sinto que tem algo que não me contou. O toom de desprezo na sua voz não é muito normal. - era incrível como ele sempre sabia.
- Meus problemas não lhe interessam, e vice-e-versa. Já conversamos sobre isso, não conversamos?
O garoto abriu a boca para falar, mas seja lá o que ele fosse dizer foi interrompido pela porta abrindo violentamente.
- Senhorita Lynn e senhor Klarken, me acompanhe, agora. - uma merendeira deu ênfase no "agora" e eu respirei fundo, tomando alguns goles de vinho assim que ela virou as costas.
- Parece que eu estou ferrada. - murmurei para Andy antes de guardar a garrafa de volta na bolsa e acompanha-la até o meio do ginásio.
- É expressamente proibido o consumo de álcool na escola, creio que saibam disso. - ela era uma mulher velha e rígida, sua fala era pausada e lenta, não parecia muito com uma simples merendeira.
- Sinto um cheiro ruim... - Andy sussurrou para mim quando a mulher se afastou um pouco, como se pensasse no que faria.
- Essa mulher tem teias de aranha até nas partes mais intímas, o que esperava? - zombei.
- Não, não é esse tipo de cheiro... Jade, corre, agora.
O que aconteceu a seguir foi quase um borrão na minha memória, a imagem humana da merendeira foi substituida pela imagem de uma perfeita dracnae, uma mulher com asas e pernas que eram... caudas de cobras? Era com certeza a coisa mais esquisita que eu já tinha visto. E eu e Andy corremos em direção a porta do ginásio, e aquela coisa continuava atrás de nós cada vez mais perto. Eu já não tinha muita pratica com corridas, carregar a garrafa de vinho comigo não me ajudava em nada. E foi ai que eu tive a melhor ideia que eu poderia ter em um momento como aquele, ao me aproximar da porta tirei a garrafa de vinho da bolsa e esperei a suposta merendeira se aproximar.
- Jade, você perdeu o juízo? Ah, não, pera.
- Péssimo momento pra piadas, Andy. - foi naquele momento em que eu me arrependi, mas era muito tarde para isso, atirei a garrafa na direção da dracnae, mirando sua cabeça, e então, CRECK! A garrafa se quebrou, cobrindo o rosto do monstro com vinho, e automaticamente a deixando cega por minutos pelo contato dos olhos com o álcool. - Agora a gente corre mesmo.
Saímos do ginásio na maior velocidade que conseguimos, eu deixei de sentir minhas pernas mas nas deixamos de correr, a direção nós dois sabíamos: minha casa.
***
- Que diabos era aquilo, Lorcan Klarken? E por que você sabia a hora de correr e não está nem um pouco assustado com isso? E por que está arrumando minhas coisas em uma mochila? - as perguntas eram infinitas. Nós estávamos de volta ao meu quarto, minha mãe estava trancada no banheiro com o chuveiro ligado, meu padrasto e Luhan haviam saído, e eu estava ali, repleta de duvidas.
- Uma dracnae, Jade. Sim, a mesma criatura das aulas que nós vimos. Eu sou seu protetor, eu sinto cheiro de monstros. Nós vamos pra um lugar seguro. Sua mãe está fazendo contato com o diretor de lá e... - ele não pode terminar a frase porque eu comecei a gritar.
- EU NÃO VOU PARA UM HOSPÍCIO, LORCAN!
- Não é um hospício, cala a boca e vem comigo.
Andy me puxou escada a baixo, eu furtei algumas garrafas de vinho com a desculpa que isso nos salvou, minha mãe desceu segundos depois e sua expressão era preocupada demais para ser algo relacionado a mim.
- Temos que levar ela agora. - ela disse pegando as chaves do carro.
***
A viagem foi quase em um silêncio completo, eu observava a cidade se afastar, sem saber para onde eu estava sendo levada. Minha mãe se recusava a falar, pisando cada vez mais fundo no acelerador, Andy estava encolhido no banco traseiro do carro comendo a latinha de Coca Diet que eu havia jogado na rua na mesma manhã, sim, ele estava comendo aquilo. Acontece que ele é um sátiro, foi o que ele me contou, ele tem pernas de bode, e isso é realmente mais estranho do que eu imaginei que poderia ser.
- Seu pai vai explicar se ele quiser. Tivemos sorte que aquela coisa não nos perseguiu. - foi o que minha mãe disse ao parar o carro. Andy desceu e eu desci, fechando a porta do velho fusca e parando na janela.
- Mãe, vai voltar pra me ver? - perguntei, relutante. Não queria demonstrar que sentiria falta dela, mas era impossível.
- Não. Não quero mais que volte para casa. Não quero que coloque meu filho em perigo. - sua fala era dura e rígida e os olhos delas encheram-se de lágriamas.
Ela não olhou para mim.
- Eu também sou sua filha! - exclamei, ignorando Andy que me apressava.
- Não, você é um erro que tive que carregar nas costas por anos. Te protegendo e... E aturando suas atitudes, as coisas que sempre disse para Nicholas e o seu ódio pelo seu irmão. - as palavras dela me cortaram. Foi como se cada pedaço de mim sangrasse.
- Nicholas. Me. Estuprou. - falei pausamente e dei as costas, seguindo Andy que, apesar de surpreso não fez perguntas.
A colina que subimos era linda, realmente linda. E quando finalmente chegamos ao topo eu me surpreendi, inteiramente. Um acampamento mais pareciso com uma preparação para a guerra.
- Andy, você me deve muitas explicações. - falei para ele boquiaberta.
- Você também me deve, Jade. Vem, conheça sua nova casa.
E foi assim que eu deixei a minha família para encontrar outra muito mais... diferente.





Jade Park Lynn

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