[FP] Helena C. Vendramini

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[FP] Helena C. Vendramini

Mensagem por Helena C. Vendramini em Ter Jan 14, 2014 2:05 pm



Ω  Ficha - Semideus  Ω

Nome Completo do Personagem: Helena Crawford Vendramini
Nacionalidade & Naturalidade: Nasceu na Itália, mas cresceu na Califórnia.
Idade e Data de Nascimento: 13 anos, 15/08/2000.
Sexo: Feminino
Orientação Sexual: Heterossexual
Características Físicas: Os meus olhos possuem naturalmente uma coloração verde cristalinos. Muitas pessoas, quando me vêem costumam dizer que tenho uns olhos bonitos. Os olhos têm uma simbologia antiga ligada á expressão de serem "o espelho da Alma da pessoa", tendo que cada um simbolize a Lua ou o Sol. Sendo assim, quando eles se tornam escuros, é como as fases da Lua e quando tomam o seu tom natural, são como a claridade do Sol. O meu cabelo é uma mistura dos genes dos pais. O papai possuindo cabelos escuros e ondulados e a mamãe loiros e lisos, resultando assim o meu cabelo têm naturalmente uma cor de castanho claro, ondulado e com um comprimento longo, pois para mim, cortar o cabelo é o simbolismo de sacrifício. Normalmente, costumo usá-lo solto, com algum pequeno enfeite prendendo os cabelos que tapam o rosto. Para ocasiões especiais, faço penteados variados com a ajuda de minha irmã e da mamãe. Gosto muito de usar por vezes uma trança ou um rabo-de- cavalo para diferenciar nas estações do ano. Nasci prematura, portanto não pude desenvolver o meu corpo completamente, tendo uma saúde muitíssimo frágil. Sou terrivelmente baixa para a minha idade, com 1 metro e 33 centímetros de altura, peso 42 quilogramas e tenho uma pele clara.
Características Psicológicas: Sou a garota mais carinhosa que você poderá conhecer. Sou capaz de tudo para proteger alguém que amo, todos dizem que sou extremamente protetora. Não sou bem estudiosa (mas esforçada), o que me torna inteligente, esperta e criativa; adoro desafios e não sou muito fã das regras, o que me torna aventureira. Sou muito verdadeira, falo na cara mesmo, e detesto falsidade. Fui educada, mas a minha educação vai depender da sua, então se liga. Odeio magoar as pessoas a minha volta, e me apego facilmente às pessoas, o que não é uma qualidade a meu ver. Persistente, determinada, ousada e feliz pra caramba. Sou muito na minha, sossegada e tranquila, às vezes acham que eu não vejo, mas eu sei de tudo que acontece a minha volta. Sou chorona e sensível, mas não demonstro isso com frequência. Sou extremamente impulsiva, inconsequente e irresponsável, não diria bipolar, meu humor varia de acordo com as situações do dia-a-dia, se acontecer algo que me deixe muito nervosa, vou virar a cara e emburrar o resto do dia. Possessiva ao extremo, tornando-me até um pouco paranoica quando estou com ciúmes (o que é meu, é meu!). Muito orgulhosa, não admito o erro jamais, e dificilmente peço perdão a alguém; Sou temperamental e pareço viver com raiva, eu realmente vivo mau humorada, principalmente de manhã, a pessoa vem falar comigo e já toma tapa na cara, pois é, tem que ter paciência pra lidar com a baixinha aqui, porque eu sou brava. Meu pior defeito talvez seja a frieza, consigo ser a pessoa mais fria do mundo quando estou com raiva ou enciumada (principalmente quando com ciúmes), usando como "munição" a ironia e até a vingança. Mimadinha, chatinha, mandona, marrenta e complicada; muitos dizem que sou uma "patricinha”, porque sou fresca e enjoada. Gosto de me sentir no controle, gosto de provocar e ser provocada.

Sangue:Romano.
Filiação Louise Crawford, Charlie Crawford. (NPC's)
Irmãos Charlotte Crawford e Leonard Crawford. (NPC's)
Sobre eles: Charlie Edgar Crawford, o melhor pai do mundo. É muito protetor e trabalhador, o líder da família e apesar de por vezes ser muito rígido e intolerante eu sei que no fundo ele me ama a mim e aos meus irmãos, e faz um esforço para nos entender melhor e nos apoiar. Louise Baudelaire Crawford, conhecida também por ser a melhor madrasta do mundo. É muito gentil e carinhosa além de ser a mulher mais bonita que conheço. Todos os dias agradeço por ter uma madrasta tão boa como ela, Ela é a pessoa que mais me entende, e está sempre, sempre, sempre lá quando preciso. Leonard Crawford, o meu irmão mais velho. É muito inteligente e resmungão, como o pai, mas sempre me ajudou quando precisei e já lhe devi favores das vezes que me tirou de problemas. Ele é meio desligado, e gosta de estar no seu próprio «Mundo». Charlotte Ray Crawford, a minha irmã. Nós possuímos a mesma idade, mesmo tendo uma diferença de meses, devido ao meu nascimento prematuro. Acho que para descrevê-la era preciso um livro. Portadora de uma voz magnífica, tem os belos traços físicos da mãe. Ela é quem confio mais no mundo, daria tudo por ela. Sempre me protege em todas as situações. Estamos sempre juntas, rindo, falando, nos divertindo...
Parente Olimpiano: Bellona
Descendência: Terceira geração olimpiana.




Historia do Personagem
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Apareceu dia 15 de Agosto de 2000 na varanda do chalé da família Crawford, com um bilhete que explicava tudo que ela passara e o que iria passar. Charlie, sabendo dos riscos que correria, concordou com aquelas condições e cuidar da filha. Depois de algum tempo, pessoas estranhas rodeavam o bairro onde viviam e monstros – apesar dele não acreditar que fossem mesmo monstros – apareciam de vez em quando. Charlie casou-se com uma moça chamada Louise, que tinha um filho chamado Leonard, e enquanto ainda namoravam – um pouco antes da criança aparecer - tiveram uma filha chamada Charlotte.  Helena cresceu rodeada de atenção e carinho, e quase fora mimada pelo pai. Não gostava das roupas caras que a madrasta oferecia, usando sempre algum vestido confortável ou camisetas do irmão mais velho.  Quando tinha sete anos, o pai não conseguiu se conter e revelou a verdade a filha, que estava assustada com tudo que vinha acontecendo. Aquele fora o maior erro da sua vida.
— Lindinha do pai, quero conversar contigo. — Ele disse batendo na porta do quarto de Helena e Charlotte.
— Com qual de nós? — Charlotte perguntou imediatamente. Elas quase sempre se envolviam em problemas na escola e o pai sempre conversava com as duas e a madrasta na “sala da tortura”, como Charlotte descrevia.
— Com a Lena.  — Disse por fim. Charlotte suspirou aliviada, olhando assustada para Lena. Ela lhe dirigiu um olhar de “dessa vez não fiz nada”.  Charlotte coçou a cabeça, confusa. Lena levantou-se do pufe onde estava sentada e girou a maçaneta, se deparando com o pai. Ele vestia calça e jaqueta, e realmente estava frio, já que Helena usava um gorro, cachecol, casaco e bota. Mas sempre com vestido, é claro. O pai a conduziu pelas escadas  - embora ela já conhecesse o caminho de cor e  salteado -  e eles chegaram numa sala iluminada por dois lustres, uma mesa posicionada no centro, cinco cadeiras e várias portas que nunca soubera para onde dava.  Helena pareceu surpresa de não ver a madrasta na maior cadeira, olhando com severidade para ela.  Mesmo assim, sentou-se na cadeira destinada a ela, que continha um H com uma faca e duas asas ao lado da letra.  O pai também se acomodou, pigarreando.
— Ahn... Suponho que esteja surpresa de convidá-la para esta sala. — Helena assentiu. — Eu queria falar sobre um assunto em particular. Sem sua mãe ou seus irmãos.
— Ela não é a minha mãe. — O interrompeu. Disse em um tom meio rude, balançando a mesa. — Eu não gosto disso. — Ela fez beicinho.
— Certo, certo, tudo bem.  Enfim, eu queria falar sobre a sua mãe. — Helena levantou-se, pronta para ir embora. O pai era insistente demais. — Não a Louise... Sua mãe biológica. — Ela sentou-se novamente, aliviada. — E sobre o seu passado também...
Helena o fitou. Seus olhos brilharam, mas tinha um brilho triste. Seus olhos se encheram de lágrimas, mas ela as conteve.
— Prossiga. — Ela disse fungando. Limpou o rosto, parando de chorar.
— Você conhece a história. Ela...
—... , depois do meu nascimento, ela simplesmente o abandonou e não apareceu mais, me deixando o meu estado precário, já que eu havia nascido prematura e precisava de leite materno. Ela só deixou duas mamadeiras.
— Isso. Mas essa não é a verdadeira história.
Helena arregalou os olhos.  O pai sorriu, continuando a dialogar. Ele tinha a atenção completa da menina.
— Sua mãe não se chamava Belle. Ela não a abandonou porque quis. Ela não deixou duas mamadeiras. Ela não me abandonou.
— Se não tivesse o abandonado, ela estaria aqui até hoje. — Helena retrucou de repente, com lágrimas nos olhos.
— Espere a verdade. Estava chovendo naquele dia... Eu me preparava para me encontrar com Louise... — Helena fez uma cara azeda ao ouvir o nome. Não que ela odiava a madrasta, mas odiava o fato de seu pai não ter continuado com a sua mãe. — Só que a campainha tocou. Eu abri a porta, mas não havia ninguém lá.
— Pai, isso é um conto de fadas? — Disse esperançosa. Não queria sua vida estragada em palavras. O pai a ignorou.
— Enfim, havia passos na grama. Eu segui a trilha até chegar à varanda. Onde eu te encontrei... Juntamente com um bilhete. — Ele revirou os bolsos, pondo um bilhete amassado, escuro, manchado e sujo de café na mesa. Lena o agarrou, lendo com dificuldade.
Bilhete:


Charlie,
Sei que lembra-se de mim. Bela, sua namorada. Sei que será um choque para você, mas temos uma filha. Meu nome é Bellona, como na mitologia. E não é mitologia… Existimos mesmo. Todos os mitos existem. Por isso aqueles monstros perseguindo-nos. Mas minha aparência real não era aquela. Sei que será uma surpresa para você, mas nossa filha corre perigo. E ela é uma semideusa, ou seja, meio-humana, meio-deusa. Mas pode também ser chamada de meio-sangue. Não estranhe se monstros a atacarem, eles sempre atacam semideuses na juventude. Aos cinco anos eles ficarão mais fortes, pois o cheiro dela irá atrai-los. Preciso que a engane esse tempo todo e a conte quando for necessário. Depois disso, ela irá achar seu próprio caminho.
Não deu para explicar tudo... Mas eu não posso.
Bellona.
Arfando, ela soltou o bilhete. Saiu correndo da sala, sem esperar por gritos do pai. Ele chamou seus irmãos e a madrasta. Ela só queria ficar o mais distante possível. Agarrou o facão que o pai deixava escondido atrás da porta do porão e girou a maçaneta da porta de entrada. Estava trancada. Correu os olhos pela sala, e viu os irmãos correndo atrás dela e gritando. Não viu a chave. Quebrou o vidro que rodeava a porta com um chute, cortando a perna. Mas um corte leve. Gemeu, mas a porta continuava intacta. Correu para o lado oposto, os irmãos a um... Dois metros de distância. Pulou a janela, correndo pela rua. Escondeu-se numa lata de lixo, ignorando o odor. O irmão cheirava a mesma coisa. Abriu um pouco a tampa, espiando.  Aparentemente ninguém a perseguia. Avaliou o local; ninguém ao redor. Saiu correndo da lata de lixo, vislumbrando um bosque que era temido por todos. Se embrenhou no mato, onde nunca mais foi vista por mortais.



Chegada ao Acampamento
.

O segundo dia de Helena fora de casa foi péssimo. Certo, ela era uma menina de 7 anos com um facão na mão perambulando pelas ruas da cidade. Ninguém parecia notá-la. Voltou pro bosque depois de comer um pão com manteiga de amendoim que roubara de uma padaria. Não que fosse uma criminosa, ela só estava... Com fome. Faminta seria mais adequado. Tinha oito horas que não comia, e ela não resistiu à tentação ao ver o padeiro sair para jogar o lixo fora. Entrou de fininho, agarrou o pão e zupt! Helena sentia um extremo alívio, pois o estômago parara de roncar. Ela não queria ter acordado, mas precisava, porque com monstros aparecendo toda a hora para pegá-la, como alguém poderia dormir? Antes de fugir de casa daquela maneira, podia ter pelo menos checado uma mochila para a viagem, mas não deu tempo. Tudo aconteceu muito rápido, e agora só tinha um facão e metade de um pão com manteiga de amendoim.  Perambulou pelo bosque, mas não havia nenhum monstro por perto; ela tinha vontade de chorar. Daria tudo para ter a família de volta. Ouviu algo por trás das moitas, e esperou não ser um bicho feio que se transformava em uma criatura e em uma adolescente.  Viu algo que parecia ser um gigante correndo até ela, mas ele tinha um olho só, e parecia desorientado. Também usava fraldas que tinha os dizeres: “Fraldas para ciclopes” e tinha uma chupeta do tamanho de uma árvore na boca. — Esse bicho é feio e parece um bebê! — Correu e passou por baixo das pernas do bebezão, correndo logo em seguida.
Ele pareceu gostar da brincadeira, pois foi atrás. A menina gritou e tentou correr mais depressa, mas acabou tropeçando. O ciclope tropeçou na raiz de uma árvore como se estivesse a imitando. Só para ter certeza, Helena se sentou e cutucou o nariz, o ciclope repetindo suas ações. Ela tirou o facão do bolso – que deixava a maior parte à mostra – e fingiu enfiar no peito. O ciclope pareceu desesperado por não ter um facão e se deitou para procurar. Ela achou aquilo meio estranho, mas não questionou. Subiu pelas pernas do grandão que tentou derrubá-la – mas ela não caiu tão fácil, porque praticava ginástica – e conseguiu estar em seu ombro. Ele se levantou e ela se agarrou a sua orelha. O ciclope bebê gemeu; aquilo podia ser um brinco bem pesado. Segurou o facão com mais força e chutou o nariz do ciclope, que gritou e caiu no chão. Helena se desequilibrou e quase caiu, mas só conseguiu cortar a perna numa moita de espinhos. Ela pegou o facão e enfiou no olho do ciclope, que gritou; o grito ecoou no bosque e o grandão não via mais nada. O corte em sua perna sangrava, mas ela enfiou uma folha de bananeira no ferimento, amarrando-o na coxa. Avistou, ao longe, uma mansão. Saiu em disparada, e em vinte minutos chegou lá. Cansada, ofegante e com o ferimento se abrindo ainda mais, viu uma matilha de lobos sair correndo da mansão abandonada. Ela soltou um grito agudo, se escondendo atrás de uma moita; o maior lobo pousou o olhar bem onde ela estava e veio caminhando. Ela devia estar maluca, pois ouviu claramente o lobo – ou melhor, a loba – falar com ela.
— Bem-vinda semideusa.   Quem a enviou? — A loba disse. Lena encolheu os ombros, pois já sabia sua verdadeira história. — Ninguém. Eu fugi de casa. — A loba pareceu surpresa ao ouvir suas palavras. Em vez de reclamar com ela, pediu para acompanhá-la. A matilha abriu caminho para elas passarem e a loba – que descobrira se chamar Lupa – contou toda sua história a ela, o que fazia, e que iria acomodá-la. Durante cinco anos, ela morou na mansão abandonada, foi treinada, alimentada e muito bem-tratada. Os lobos eram seus amigos e companheiros. Ás vezes tinha colegas, mas eles sumiam. Um dia, Lupa a guiou até uma estrada atrás da mansão, entregando-a um papel. Ela prometeu voltar, mas nunca achou o caminho de volta. Acabou chegando à Califórnia novamente, mas em um rio, que dava para um lugar específico para semideuses. E ela agora vive lá. E não imagina outro lar.






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Re: [FP] Helena C. Vendramini

Mensagem por Juno em Ter Jan 14, 2014 2:49 pm

Ficha Aprovada, Seja Bem Vinda!
OBS :
Mande por MP seus poderes de legado, caso contrário seu legado não será efetivado.
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