Ficha dos Personagens

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Ficha dos Personagens

Mensagem por Moiras em Ter Jan 28, 2014 7:39 pm

Fichas dos Personagens

Para começar no RPG, é necessário à validação da ficha do seu personagem, pensando nisso, disponibilizamos um modelo de ficha de personagem, basta você editar o código que segue abaixo e esperar um prazo de 48 horas para que ela seja avaliada pelo administrador responsável. Deve-se posta-la aqui neste mesmo tópico para que seja avaliada 
Após a aceitação da ficha será criado uma simples missão narrada para a efetiva reclamação por seu progenitor divino.


 
 
Código:
[color=#2e8b57][font=Courier] color=#7a7a7a][/font][/color][color=#2e8b57]<link href='http://fonts.googleapis.com/css?family=Radley:400italic' rel='stylesheet' type='text/css'><style type="text/css">div::-webkit-scrollbar { height: 10px; width: 5px; background: #fff; } div::-webkit-scrollbar-thumb { background: #252525; } div::-webkit-scrollbar-track { background:#fff; } .move {margin-left:-220px; -moz-transition-duration: 0.9s; -webkit-transition-duration: 0.9s;} .move:hover {margin-left:10px; -moz-transition-duration: 0.9s; -webkit-transition-duration: 0.9s;} .head { -moz-transition-duration: 0.9s; -webkit-transition-duration: 0.9s; opacity:0 } .head:hover {-moz-transition-duration: 0.9s; -webkit-transition-duration: 0.9s; opacity:1 } .datos { opacity:1; width:180px; height:2px; background-color:#fff; font-family:calibri; font-size:11px; color:#000; text-transform:lowercase; text-align:center; display:table-cell; vertical-align:middle; padding:5px; letter-spacing:2px; -moz-transition:all 0.6s ease-in-out; -webkit-transition:all 0.6s ease-in-out; transition:all 0.6s ease-in-out} .datos:hover {opacity:1; width:200px; background-color:#252525; font-family:calibri; font-size:11px; color:#fff; } .title {width:320px; text-align:center; font-family:radley; font-size:25px; letter-spacing:2px; padding:3px; margin-left:-30px; text-transform:lowercase} .rela {width:230px; border-bottom:solid 2px #252525; font:18px georgia; text-align:center; text-transform:lowercase}</style>[/color][font=Verdana, sans-serif][/color][/font]
[font=Verdana, sans-serif] [/font]
[color=#7a7a7a]<center><div class="title"><i> NOME DO PERSONAGEM</i></div><table><td><div style="width:160px; height:300px; border: 10px #252525 solid; background-image:url(http://illiweb.com/fa/pbucket.gif); position:relative; left:5px;"><div class="head"><div style="position:relative; top:120px"><table><tr><td><div class="datos"> IDADE </div></td></tr><tr><td><div class="datos"> NATURALIDADE </div></td></tr><tr><td><div class="datos"> PAI/MÃE </div></td></tr><tr><td><div class="datos"> LOCAL EM QUE RESIDE(EUA) </div></td></tr><tr><td><div class="datos">[/color][font=Courier]ACAMPAMENTO[/font][color=#7a7a7a]</div></td></tr></table></div></div></div></td><td><div class="move"><div style="width:230px; height:350px; border: 10px #252525 solid; font:12px georgia; color:blacK; background-color:#fff; padding:10px; text-align:justify; overflow:auto">[/color][font=Verdana, sans-serif][/font]
[color=#7a7a7a]<div class="rela"><i>Características físicas </i></div>[/color][font=Verdana, sans-serif][/font]
[color=#7a7a7a]CARACTERISTICAS AQUI[/color][font=Verdana, sans-serif][/font]
[color=#7a7a7a]<div class="rela"><i>Características Psicológicas </i></div>[/color][font=Verdana, sans-serif][/font]
[color=#7a7a7a]CARACTERISTICAS AQUI[/color][font=Verdana, sans-serif][/font]
[font=Verdana, sans-serif] [/font]
[color=#7a7a7a]<div class="rela"><i>História</i></div>[/color][font=Verdana, sans-serif][/font]
[color=#7a7a7a]HISTÓRIA DO PERSONAGEM AQUI.[/color]
[font=Verdana, sans-serif] [/font]
[color=#7a7a7a]</div></div></td></table><div style="width:250px; text-align:right; letter-spacing:1px; font:8px calibri;color:#000; opacity:0.6; padding:6px">thanks <a href="http://www.oursourcecode.net/u36">rapture</a></div></center>[/color][font=Verdana, sans-serif][/font]
[font=Verdana, sans-serif] 







































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Re: Ficha dos Personagens

Mensagem por Convidado em Qua Set 09, 2015 11:33 am


 
Robert "Robb" Biërkhjoff
17
Alemão
Indefinido (prestarei teste para Hades quando abrirem)
New Orleans
Half-Blood Camp

Características físicas

Um rapaz atlético e alto, com a pele pálida e cabelos negros encaracolados. Detesta os olhos azuis, pois ainda acha que os mesmos dão um ar angelical demais para o seu rosto. Não que ache totalmente ruim, até faz bom uso de tais encantos, uma vez que sua manipulação chega à níveis alarmantes.
Características Psicológicas

Sádico e masoquista. Não que os outros saibam. Aprendeu perfeitamente a dominar seus instintos, deixando-os escondidos, à espreita de uma vítima. Rude e frio, considera-se em um patamar superior ao das outras pessoas com quem convive, e faz questão de deixar claro e exposto todos os seus sentimentos de repugnância. De difícil relacionamento, vê-lo rodeado por amigos vai ser impossível, e prefere ficar sozinho do que acompanhado por estúpidos.
 
História

A Alemanha nunca escondeu seu jeito excêntrico. O que pode se dizer de um rapaz nascido lá? Munique era agradável no verão, e rigorosa no inverno, tal como sua querida mãe. Sem palavras sobre o homem que Robb poderia chamar de pai. Evangelinne demonstrava arrependimentos por sua gravidez, e poderia ser quase insuportável de permanecer no mesmo ambiente que ela se você fosse o fruto indesejado. As únicas distrações para toda a amargura da sua progenitora eram os livros de figuras do pequeno baú ao pé da cama.

A casa era grande, e o sol entrava pelas altas janelas com cortinas de veludo. Antiquada, porém confortável. O campo deixava tudo ainda mais esplendoroso. Um grande jardim com muitas rosas e gerânios. O ambiente perfeito para a morte perfeita. O pequeno garotinho tinha entre três e quatro anos de idade, tagarelava alegremente em um alemão profundo e os olhos se transformavam de um negro para um belo azul cor do céu, tais como o da mãe. Era inverno, e tudo havia começado a ficar mais difícil. Inclusive a personalidade amarga de Evangelinne. Não foi por querer. Robert jurou, mas depois parou e apenas ficou conformado. A grande escadaria que levava ao hall principal parecia intimidadora, e suas pequenas mãos indo de encontro ao quadril da mãe eram claras e mais pálidas que nunca. O corpo caído no chão frio, com o pescoço quebrado e os olhos fitando o nada davam calafrios.

Os criados se retiraram ao fim daquela semana. Um abrigo local entrou com um processo para colocar a criança em adoção, garantindo que a grande casa de campo continuaria em seu nome. Foram apenas dois anos difíceis, causando estragos e muitos ossos quebrados para as outras crianças. Era divertido, e se sentia extremamente contente em causar a dor. Quando a família chegou e escolheu o pequeno Robb, não ficou feliz. Muito menos grato. A viagem de avião pareceu durar horas, e quando desembarcaram em solo estrangeiro, tudo o que fez foi chorar. Se recusava a colaborar. Até hoje.

Cresceu com a personalidade difícil e rebelde, causando medo nas outras pessoas. Achava graça. Achava bom. Queria que todos mantivessem distância, e não se importava em ser odiado. Foi difícil acreditar em um homem metade bode, imaginem vocês. Quando cedeu e concordou com toda aquela maluquice, achou que estava definitivamente pirado. Incrivelmente, duas górgonas tentaram arrancar seus braços. Sua chegada naquele acampamento foi extremamente espalhafatosa. Ficou recluso em um tipo de ala hospitalar, e quando finalmente saiu, empurraram-no para um chalé abarrotado de pequenos demônios, dizendo "Espere por seu pai". E ele ainda espera. Há dois anos.     

 
thanks rapture

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Re: Ficha dos Personagens

Mensagem por Juno em Qua Set 09, 2015 11:38 am

 • β the olympians world β •

Ficha Aceita! Seja bem Vindo(a)!


run, bitches, because the QUEEN is here.


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Re: Ficha dos Personagens

Mensagem por Amélie d'Olbreuse em Sex Set 11, 2015 5:44 pm


 
Amélie d'Olbreuse
17
Francesa
Quione
Petersburg, Alasca
Half-Blood Camp

Características físicas

Um sorriso extremamente acolhedor, que pode aquecer até corações frios. Tudo bem, nem tanto. Amélie sempre foi considerada uma garota bonita, com um ar calmante e tranquilo. Tem olhos azuis elétricos elétricos, e quando ri ficam ligeiramente puxados. Os cabelos são loiros, e costuma mantê-los compridos e ondulados. Possui baixa estatura, e um corpo curvilíneo.
Características Psicológicas

Amélie pode ser descrita como dócil, até certo ponto. Quando lhe convém, costuma ser fria e calculista, tal como o ambiente em que nasceu. De fácil conversa, qualquer pessoa a adoraria ter por perto, sendo uma companhia extremamente animada.
 
História

Filha de um pequeno comerciante de peixes, Amélie nasceu em Paris, a cidade luz. Sua mãe a abandonara quando bem pequena, porém seu pai fazia questão de lembrar o quão bonita e fria era. Desde criança, Amélie demonstrara imã para pequenas confusões, tanto na escola quanto fora. Mal prestava atenção nas aulas, sendo considerada uma aluna mediana. Hiperativa, mal parava quieta em um lugar só.

Por conta de problemas até hoje não desvendados, a família d'Olbreuse mudou-se para Petersburg, uma pequena cidade do Alasca. Amélie gostava do frio, e da sensação de aconchego que o mesmo proporcionava. As outras crianças reclamavam dos dedos congelados e do nariz vermelho pelo vento gélido, porém a loirinha nunca se preocupara. Nenhuma dessas coisas a atingia.

Quando completou 14 anos, um rapaz estranho batera na porta de vidro da peixaria do sr. d'Olbreuse. Falava rápido, e o pai parecia compreender tudo. A garota escutava por trás de uma estante com caixas de isopor, e ainda assim não conseguia digerir uma palavra da conversa. Fora convidada a participar da animada discussão apenas no momento em que mandaram-na arrumar uma mochila com roupas e provisões. O momento do adeus. O mais doloroso.

Seguira o rapaz desconhecido pelo Canadá e pelos EUA a fora. Sentia-se cansada e infeliz, e em momentos tinha que correr como se sua vida dependesse disso. E na verdade dependia. Vira mulheres horríveis e gigantes estranhos lançadores de fogo. A tormenta só parou quinze dias depois da partida, quando chegou a um estranho acampamento. Tinha plantações de morango, uma enorme casa azul e paredes de escalada cuspidoras de fogo.

E lá se encontra desde então. Descobrira o nome da mãe depois de algum tempo, e que também não era sua única filha.

 
thanks rapture
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Re: Ficha dos Personagens

Mensagem por Luke V. Allen em Dom Set 13, 2015 12:06 am



A NEW LIFE


post: 000 ▬ tags: lalala ▬ escutando: lala ▬ local: u.u ▬ vestindo: link



Prólogo
 
“ELE ARREMESSA A BOLA DA LINHA DE TRÊS PONTOS” – James, o locutor da Clear Lake High School em Houston, Texas, narrava o jogo com ferocidade jamais vista – “FALTANDO APENAS 3 SEGUNDOS PARA O TÉRMINO DO JOGO, LUKE SE ARRISCA E TENTA TRAZER A VITÓRIA PARA OS FALCONS O TIME DA CASA”
 
O camisa número 14, que acabara de arremessar a bola, sentiu o tempo parar. Não era comum ele se sentir nervoso após arremessar uma bola desse tipo. Mas, revendo a importância desse jogo, ninguém poderia julgá-lo por sentir-se dessa maneira. Aquele era o jogo que decidiria tudo. Era a final do campeonato, alguns olheiros haviam sido convidados para observar o jogo. Se Luke acertasse aquela bola, tinha certeza que conseguiria uma bolsa atleta em uma faculdade, e esse sempre o seu maior sonho.
 
Enquanto a bola girava no ar indo em direção a cesta, Luke desligou-se do mundo. Em questão de milésimos, toda a sua vida passou diante de seus olhos. Dizem que essa é uma experiência vivida somente por aqueles que estão á beira da morte. Mas, ora, para Luke, aquela cesta decidiria sua vida ou morte, figurativamente. Tudo dependeria daquele ponto. Desde o seu nascimento, há 16 anos, ele sabia que estava destinado a algo grande. Então, quando chegou a idade apropriada, começou a treinar todos os dias.
 
Algumas pessoas são boas em matemáticas, outras são boas em ciências. Luke não estava em nenhum desses grupos. Não que ele fosse um estudante ruim. Muito pelo contrário, ele até era um bom aluno, apenas com alguns problemas para ler, mas que mantinha uma média B-. Mas se havia algo que pelo qual o menino podia se gabar para qualquer um, era sua habilidade no basquete. Mas mesmo que sempre tenha sido um jogador fantástico, desde seu primeiro jogo, nunca deixou de ser humilde. Nunca se achou melhor que ninguém. Ele também era muito habilidoso com música, mas falaremos sobre isso mais tarde.
 
Desde que tocou pela primeira vez em uma bola de basquete, ele percebeu que possuía um talento nato para arremessar a bola. E uma mistura de talento com muito esforço não poderia resultar em nada menos do que em um dos melhores jogadores da cidade. Tal esforço lhe rendera a posição de armador e também capitão do time. Desde que assumira a posição de capitão no início do ano, o jovem conseguira trazer 48 vitórias em 60 jogos para o seu colégio.
 
“2 SEGUNDOS” – O locutor do jogo berrou em seu microfone, mas nem isso foi capaz de trazer a atenção de Luke de volta à quadra. Enquanto sua infância passa em sua cabeça, ele focou-se em uma lembrança em particular.
 
Era uma noite chuvosa, o que é um evento raro de se ver no Texas. Um garoto de não mais do que seis anos estava sentado em frente a lareira na sala de estar. O fogo o mantinha entretido, mas a luz e o calor emitidos pelas chamas amarelas que capturavam toda a tenção do garoto, pois lhe lembrava a estrela flamejante que surgia no céu todas as manhãs. Ele sempre adorou o calor que o sol transmitia para a sua cidade. Todas as vezes que estava brincando na rua com seus colegas em um domingo ensolarado, era o último a desistir de brincar por motivos de cansaço.
 
Ao contrário do que acontecia com os outros amigos de sua idade, o sol lhe dava energia renovadas, o que aumentava sua resistência, e consequentemente, por ser apenas uma criança, também aumentava sua vontade de brincar. Infelizmente, nenhum dos garotos conseguia acompanhar o ritmo de Luke, que parecia jamais se cansar. Tal fato despertou uma curiosidade em sua mãe, que, obviamente, pensou que algo estava errado com seu filho, o que a fez levá-lo á um médico.
 
Nessa visita ao hospital, Luke foi diagnosticado com TDAH e dislexia. O doutor que os atendera se apresentou como Jon, o mesmo nome que estava escrito em seu crachá. O menino de seis anos ouvia o doutor dizendo termos médicos para sua mãe, mas não conseguia entender absolutamente nada do que estava sendo dito. Mas ele entendia que algo sério estava acontecendo, visto que o semblante de sua mãe era de preocupação.
 
Quando estavam saindo do consultório e se dirigindo á lanchonete do hospital, o menino deu uma última espiada no consultório do doutor, e seu coração perdeu um compasso. O médico com que acabara de estar na mesma sala já não estava ali. No seu lugar havia uma criatura esverdeada, com dentes inferiores pontiagudos, careca, musculoso.
 
O jaleco branco característico de um doutor foi substituído por um par de ombreiras feitas de um material que aparentava ser aço e cheias de espinho, e uma calça de couro folgada e rasgada. Além disso, um machado dentado apareceu onde antes estava a caneta que ele utilizou a poucos segundos. No seu crachá agora lia-se ‘Dr. Cro’.
 
Luke piscou rapidamente e coçou os olhos, e quando voltou a focar no consultório, não viu nada mais do que um simples doutor escrevendo em sua caderneta, e, em seguida, chamando o próximo paciente a entrar.
 
“UM SEGUNDO” – A plateia agora gritava junto com James. Faltava um segundo para o destino de Luke ser definido, e ainda assim, continuava a lembrar de alguns momentos de sua infância.
 
Uma tarde nebulosa em meados de novembro. O garoto agora já devia estar com aproximadamente 13 ou 14 anos. Ele estava em um Starbucks ao ar livre a algumas quadras de distância da sua casa, relaxando com seu melhor amigo, James. O mesmo James que alguns anos depois se tornaria locutor de jogos de basquete da escola.
 
Ele tinha a mesma idade de Luke, mas, desde pequeno, tinha uma condição que o tornava incapaz de andar corretamente, obrigando-o a usar muletas. Luke nunca pensou em perguntar se tinha sido um acidente que o deixara daquela forma, pois achava que isso seria desrespeitoso. James era um garoto comum para a sua idade, tirando a deficiência. Era branco, com cabelos encaracolados e olhos tão negros quanto seus cabelos.
 
Os pré-adolescentes conversavam sobre como a vida seria agora que estavam no ensino médio, e riam de piadas que trocavam entre si enquanto ambos tomavam um grande copo de achocolatado quente. De forma abrupta, um cheiro insuportável invadiu a narina de todos aqueles que estavam presentes no recinto.
 
“Mas que porr...” – Luke não teve tempo de terminar sua frase, pois James o havia segurado pelo braço e começou a mancar surpreendentemente rápido, visando sair dali.
 
“Vamos embora daqui, um cano de esgoto deve ter estourado” – Mas a expressão de James indicava alguma outra coisa. Era uma face de medo, ou até mesmo pânico.
 
Como Luke já queria sair dali, ele não tentou argumentar com seu amigo, e permitiu-se ser puxado dali, só não entendia a grande pressa de seu companheiro. Enquanto eles saíam, Luke avistou algo encostado em uma parede, perto do Starbucks.
 
Uma criatura fêmea bem magra, com asas demoníacas tão magras quanto seu corpo, seios expostos e caídos, olhos cor de carvão que refletiam uma pura maldade, assim como garras cruéis e afiadas que saíam de seus dedos curvados. Luke pisco algumas vezes e coçou os olhos, exatamente como fizera da última vez que avistara algo do tipo. Quando reabriu os olhos, o monstro ainda estava lá. E o menino podia jurar que o que quer que seja aquilo fez questão de abrir de lhe mandar um sorriso maléfico, mostrando suas presas pontiagudas. Ele virou o rosto e continuou acompanhando James.
 
BÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ – Aquele era o sinal que indicava que o jogo de basquete havia terminado. Mas a bola ainda não tinha chegado ao aro. Ou seja, não havia tempo para fazer uma nova jogado. Se aquela bola fosse encaçapada, os pontos ainda valeriam, visto que essa foi lançada antes do tempo acabar. Todo o ginásio prendeu a respiração, e até o locutor se calou. Era tudo ou nada. Vitória ou derrota. Glória ou fracasso. Antes da bola chegar ao aro, o capitão dos Falcons teve uma última lembrança antes de ver seu destino sendo definido.
 
Luke nunca tivera uma presença masculina dentro de casa, mas tinha uma vaga lembrança de alguém o aninhando quando ele tinha apenas alguns meses de vida, e esse alguém emitia uma aura quente, uma energia parecida com a que ele sentia quando brincava ao sol. Talvez fosse um tio distante, ou algo assim.
 
A verdade é que Luke nunca precisou de um pai. E ele não culpava seu pai por ter ido embora, apesar de nunca ter ficado sabendo o motivo o qual fez com que seu pai abandonasse ele e sua mãe. Ele também nunca perguntou nada à sua mãe a respeito de seu pai, pois achava que isso implicaria em ela não estar fazendo um bom trabalho ao cria-lo, e ele jamais pensou assim. Mesmo sem um pai, ele cresceu bem. Não que tenha sido mimado, mas sua mãe nunca deixou faltar alimento á mesa nem nada do tipo.
 
Finalmente ele saiu do transe de Flashback’s, e voltou á realidade. O jovem ainda voltou a tempo de ver sua bola entrando na cesta. Demorou cerca de um segundo para todos os torcedores nas arquibancadas raciocinarem o que tinha acabado de acontecer, e então todos começaram a gritar e urrar, celebrando a vitória.
 
“E ELE CONSEGUIU. LUKE ALLEN, O CAMISA NÚMERO 14 DOS FALCONS CONSEGUIU ACERTAR. O PLACAR TERMINA DE 113 A 111. E O CAMPEONATO É DOS FALCONS, ELES VENCERAM” – James não conseguia conter sua emoção ao falar no microfone.
 
“MVP, MVP, MVP” – Os amigos e companheiros de Luke o levantaram nos braços enquanto gritavam MVP, e ele foi carregado até o meio da quadra, onde o Diretor Haynes entregou a taça para o jovem que estava sendo levantado.
 
Com um sorriso no rosto, Luke levantou o troféu para que todos pudessem ver, e isso só fez com que a multidão gritasse ainda mais alto. Era uma euforia que nunca fora vista dentro daquele ginásio. Uma lágrima de felicidade escorreu pelo rosto do menino. Quem poderia discriminá-lo? Afinal, esse era, definitivamente, o momento mais feliz da sua vida, e depois de tanto esforço, ele tinha todo o direito de aproveitar.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 1
 
            Haviam se passado apenas três dias desde que Luke se tornara o herói da escola por ter trazido um campeonato para o time. Ele já era popular antes desse fato. Capitão do time, melhor jogador da escola, alto, atlético, cabelos negros, gentil com todos: essa maravilhosa combinação somada a ser o responsável por ter ganho a final do basquetebol estadual o tornaram o garoto mais popular de seu colégio.
 
            As líderes de torcida, e basicamente qualquer outra garota que passava por ele, no mínimo, mandavam um flerte. Ele nem ligava para isso. Lógico que era educado, e sorria para as meninas, mas, na realidade, não sentia um interesse amoroso por nenhuma das meninas daquele local.
 
            Em uma terça feira escaldante, por volta das 16:00, horário em que quase todos os funcionários estão saindo do trabalho, Luke foi para o colégio. Cumprimentou o porteiro e seguiu seu rumo em direção ao auditório. Ao abrir a porta desse, não se deparou com nada de incomum. Um auditório de porte mediano, com capacidade para abrigar cerca de 300 pessoas, com cadeiras vermelhas de couro, e um palco negro gigante, inteiramente vazio, exceto por um piano branco, um par de violões elétricos, e alguns microfones, instrumentos que foram deixados ali desde a última apresentação musical da escola, que fora um sucesso.
 
            Luke, além de sua exímia habilidade no basquete, também era um excelente músico, com dons tanto para tocar, como para cantar. Sabia tocar piano muito bem, devido ás aulas que recebera de Magnus, o professor de música do colégio. E aprendeu técnicas vocais para canto e o básico do violão por conta própria. O menino subiu ao palco e encarou uma multidão sentada nas cadeiras, multidão que existia somente em sua mente. De vez em quando ele se pegava imaginando como seria cantar para uma plateia. Ele sentou-se em frente ao piano e começou a dedilhar algumas músicas, até que decidiu tocar uma de suas músicas favoritas.
 
            “When I found myself in times of trouble, Mother Mary comes to me” – Com uma mania estranha, sempre que tocava, gostava de fechar os olhos. Isso o ajudava a se concentrar na música, o ajudava a sentir a música – “Speaking words of wisdom, let it be...”
 
            Ele tocava com emoção, com tudo o que tinha, com o coração. Já tinha se apresentado algumas vezes no show de talentos da escola, até mesmo tendo ganho uma vez. Já havia recebido convites para participar do clube musical do colégio, mas recusara. Não por se achar superior. Recusou por que não podia dividir sua atenção entre basquete e música e ainda conseguir uma bolsa em uma universidade.
 
            É verdade que sua mãe nunca lhe deixara faltar nada, como comida e suprimentos essenciais. Mas ele estudava em uma escola pública, e sabia que sua mãe não poderia arcar com os custos de uma faculdade, então ele precisava se esforçar para conseguir aquela bolsa, mesmo que isso significasse perder tardes em que poderia estar se divertindo ou fazendo outras coisas. Por sorte, o seu nível de habilidade no basquete era diretamente proporcional ao amor por esse esporte, então ele não treinava como obrigação.
 
            “Let it be, let it be” – The Beatles foram uma grande influência na vida do jovem, especialmente essa música que ele cantava. Sempre ouvia essa canção quando achava que não conseguiria algo, ou quando estava com medo. Acalmava seu coração – “Speaking wooords of wisdom... Let it be”
 
            Ao terminar a canção, ele ouviu palmas frenéticas vindas de uma única pessoa. Assustado, abriu os olhos, só para constatar que seu espectador era James. Seu amigo tinha um grande sorriso no rosto enquanto batia palmas, sentado na primeira fileira de cadeiras, com suas muletas ao lado, e sua mochila escolar na cadeira ao lado. Parecia ter algo estranho com a mochila, como se estivesse tão cheia de cadernos que ia explodir.
 
            “Cara... Você joga, toca piano, e ainda canta” – James disse, enquanto fazia um sinal para seu amigo descer do palco – “Tem algo que você não consiga fazer?”
 
            “Existem um milhão de coisas que eu não consigo fazer, brother” – Luke pulou do palco e foi sentar ao lado de James – “Então... O ano está acabando... Já sabe para onde vai ano que vem?”
 
            “Acho que vou passar as férias e um acampamento ao qual eu ia quando era criança, e quem sabe tentar arranjar um emprego lá durante o ano... Não quero fazer faculdade” – James sorria com certa insegurança, como se estivesse alerta e procurando algo de errado no local, mas Luke nem notara.
 
            “Eu, como você sabe, quero tentar entrar em alguma faculdade por meio do basquete... Espero que eu consiga”
 
            Os dois ficaram ali conversando sobre os planos para o futuro, relembrando os melhores momentos do ensino médio durante um bom tempo. Ficaram rindo e falando sobre os mais diversos assuntos. Até que, de forma repentina, um cheiro de putrefação invadiu o lugar e as narinas dos rapazes. O mesmo cheiro que ambos haviam sentido alguns anos atrás, naquele Starbucks. Luke fez uma cara de nojo assim que respirou.
 
            “Eu conheço esse cheiro” – Luke resmungou enquanto tampava o nariz. Ele então olhou para James para ver a reação desse, e viu que seu amigo expressava uma emoção de puro terror – “O que está acontecendo?”
 
            “Harpia” – O outro menino sussurrou.
 
            “Harpia?” – Luke perguntou em um sussurro. Então pensou nesse nome e sabia que já tinha o ouvido em algum lugar. Em um flash, lembrou-se das aulas de mitologias que tivera a dois anos atrás, na matéria de história – “Mas harpias não existem. São lendas” – James não respondeu e ficou olhando para os lados, á procura de algo. Ou alguém. Nesse momento, um grito estridente cortou o ar, como o de uma águia.
 
            “ABAIXA” – A mão de James empurrou Luke para o chão, fazendo o menino ir de encontro ao concreto. Devido á um tipo estranho de reflexo, ele conseguiu se apoiar com as mãos antes de bater no chão, impedindo ferimentos mais graves. O garoto no chão só conseguiu ouvir o ar sendo cortado onde antes estava sua cabeça – “Luke, abre minha mochila e pega o que tá dentro enquanto eu distraio ela”
 
            ‘Ela?’ – O jovem pensou – ‘Ela o quê?”
 
            E então ele viu. Era a mesma criatura que ele tinha visto a apenas alguns anos. Um corpo super magro, asas demoníacas, pele esbranquiçada, seios ainda mais caídos, olhos que irradiavam uma aura maligna, e garras tão afiadas que poderia cortar aquelas cadeiras de couro com um simples movimento. O sangue de Luke congelou nas veias. Aquilo não poderia ser verdade. Tinha que ser um sonho. Não havia outra explicação plausível para aquilo.
 
            “Ei, sua desgraçada alada, vem me pegar” – James gritava e pulava, balançando os braços, visando chamar a atenção da harpia para si. O monstro virou sua cabeça para ele, e deu um rasante na direção desse – “Ô Luke, agora seria uma ótima hora pra se mexer e pegar a merda da minha mochila”
 
            Luke forçou seu corpo a descongelar, e então o cérebro dele começou a trabalhar d uma forma violentamente rápida. Ele já não se importava se aquilo era um sonho ou não. Não dava a mínima se harpias deveriam existir ou não. Ele só pensava no fato de que seu amigo corria grande perigo, e ele tinha que ajudá-lo, de qualquer forma.
 
            Puxou a mochila de James e constatou que essa estava muito pesada, e que era impossível que fossem somente livros e cadernos ali dentro. Com um movimento rápido, o zíper foi aberto, e o jovem viu algumas coisas absurdas ali dentro. Uma espada branca de porte médio, com a lâmina cinza-branca, que parecia bronze, mas era muito brilhante. Uma adaga parecida com a espada. Uma garrafa cheia com um líquido dourado e reluzente. Pedaços do que parecia um tipo de bolo embrulhado e papel filme. Duas dúzias de flechas, sendo que seis possuíam a ponta cinza-branca e brilhante, exatamente como a espada e adaga. E algo preto que pareciam maças de ferro pretas, dobradas e ligada.
 
            Luke só podia ouvir o barulho do ar sendo cortado, e James se jogando de um lado para o outro, com a ajuda de suas muletas, para não ser atingido. Mas então ele ouviu um barulho diferente, de pele sendo rasgada, e ao virar a cabeça, viu que o monstro conseguira acertar o pescoço de seu amigo, o qual começou a sangrar lentamente, indicando que, ao menos, não havia sido um ferimento profundo.
 
            Ele enfiou a mão na mochila com o cérebro a mil, visando pegar a espada, e quando sentiu seu punho se fechando ao redor de alguma coisa, puxou tal coisa para fora da mochila. Quando olhou para a própria mão, percebeu que havia errado a espada e havia puxado o negócio preto de dentro da mochila.
 
            ‘O que diabos em vou fazer com isso?’ – O menino pensou, quando notou que havia um pequeno botão na estrutura do objeto em suas mãos. Sem nem mesmo pensar em para quê serviria aquele botão, ele o apertou. Pois precisava salvar seu amigo.
 
            Sem um único ruído, as maças de ferro negro se desdobraram em um único e belo arco negro. Vendo a arma que tinha em mãos, o menino pegou qualquer flecha dentro da mochila, e rapidamente a posicionou na corda do arco. Ele se sentia tão natural com um arco e flecha em mãos, como se já tivesse feito aquilo centenas de vezes. Com um movimento de fluidez inimaginável, ele tensionou a corda e mirou no mostro que atacava seu amigo. Tentaria atirar no coração, acima do peito esquerdo.
 
            Qual seria a dificuldade daquilo? Luke se sentiu em um treino de basquete. A flecha era a bola, e a harpia era a cesta. Sentiu-se fazendo um arremesso qualquer em um treino. Não conseguia entender. Nunca havia sequer encostado em um arco e flecha na sua vida inteira, como podia parecer tão fácil e simples, mesmo ele estando naquela situação de grande perigo? Sem pensar muito nas respostas para aquelas perguntas, ele mirou no mostro com extrema rapidez, e de alguma forma, soube o momento exato de soltar a corda, disparando a flecha.
 
            A flecha saiu zunindo do arco com extrema velocidade, zunindo pelo ar, indo em direção á harpia. Esta viu a flecha antes do impacto ocorrer, mas o hit já estava prestes a ocorrer. Por sorte, a harpia conseguiu se jogar alguns centímetros para cima, e a flecha acabou acertando sua barriga. Uma espécie de líquido preto começou a escorrer rapidamente do ferimento, mas ela ignorou e voltou sua atenção para Luke.
 
            “Pega a flecha com a ponta de bronze” – James gritou do outro lado do auditório, onde estava exatamente sob a harpia, a qual agora estava zangada com Luke. O monstro decidiu fazer uma investida contra o jovem que acabara de feri-la e começou a voar na direção dele – “Merda... Ei, sua velha nojenta, volta aqui, me ataca” – Mas a harpia não estava mais interessada em James.
 
            Luke, sem pensar, puxou outra flecha da mochila, desta vez uma com uma ponta cinza-branca brilhantes e a colocou na corda do arco. Entretanto, a harpia foi mais rápida, e com um golpe de suas garras, fez um corte profundo no ombro esquerdo do menino. Com uma grande dor no ferimento, ele ainda foi usado com impulso para a harpia erguer voo novamente, e mais uma vez, foi parar no chão, caindo de costas.
 
            A harpia pairava alguns metros sobre ele. Luke, com o arco e a flecha ainda em mãos, tensionou mais uma vez a corda do arco e apontou para cima, calibrando a mira. No mesmo momento, a harpia começou a fazer outra investida para cima do garoto caído, e quando estava apenas a alguns centímetros dele, Luke soltou a corda, e a flecha perfurou exatamente o centro da testa do monstro. O jovem achou que o corpo do monstro cairia por cima do seu, e, em um instinto, fechou os olhos e levantou o cotovelo para proteger-se do impacto. Mas surpreendeu-se quando sentiu uma espécie de pó cair por cima dele,
 
            “Que porra está acontecendo aqui?” – O garoto xingou, ao abrir os olhos e olhar para os lados, notando que James estava agora perto dele.
 
            “Sem tempos para explicações. Levante-se, tira esse pó e me siga”
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 2
 
            “Para onde estamos indo? O que diabos aconteceu ali atrás? Que porra de monstro era aquele?” – Luke tinha dezenas de perguntas para fazer ao seu amigo, que estava mancando muito rápido para alguém que tinha uma deficiência nas pernas. E parecia que James tinha as respostas paras as perguntas que incendiavam o cérebro do jogador de basquetebol, mas estava ocupado demais para dá-las. James enfiou a mão no bolso lateral da mochila e fez um curativo improvisado no próprio pescoço, impedindo o sangue de fluir para fora do corpo.
 
            Os dois jovens haviam ido embora do colégio pela saída de emergência do colégio, portanto, não foram avistados por ninguém ao deixarem as dependências escolares. James guiava o caminho pela rua movimentada, e já estavam caminhando por cerca de 30 minutos. O sol ainda ardia fortemente no céu, e então Luke percebeu algo estranho. A ferida em seu ombro não doía mais. Ele olhou para o próprio ombro para conferir o estado do machucado, e reprimiu um grito ao perceber que o machucado havia sumido, tendo sido substituído por uma pequena cicatriz.
 
            “Eu vou responder suas perguntas, mas não aqui” – James murmurou quando percebeu que Luke já ia começar a fazer outras perguntas – “Tudo o que você precisa saber é que vamos fazer uma viagem bem longa, e eu já expliquei tudo pra sua mãe. Sua mala já está nos esperando no aeroporto”
 
            ‘Aeroporto?’ – Luke pensou – ‘Para onde diabos estamos indo?’
 
            Eles caminharam por mais alguns minutos, até que James avistou um táxi, e deu um forte e curto assobio para que este parasse. Eles entraram no banco de trás do carro, e um senhor de, aparentemente, 50 anos ou mais virou para trás e perguntou com uma voz calma e lenta, indicando não ser nenhum tipo de ameaça..
 
“Para onde vão?”
 
“Aeroporto de Houston, por favor” – James respondeu, colocando sua mochila entre ele e seu amigo.
 
Luke fitou aquela mochila com certo respeito. Afinal, se não fosse por ela e seus apetrechos contidos dentro dela, ele não estaria ali naquele momento. Então seus pensamentos voltaram a ser frenéticos. O que diabos era aquela criatura? Por que ela o atacou? Ele realmente não estava sonhando, tudo aquilo era real? Como o ferimento em seu ombro se curou tão rápido? E não que fosse a mais importante das perguntas, mas como ele conseguira manejar o arco e flecha tão bem?
 
A ida até o aeroporto não durou mais do que quarenta minutos. Após chegarem e o motorista anunciar que o preço da carona era de 44 dólares, James tirou uma nota com o rosto de Ulysses Grant, e a entregou para o motorista, dizendo para ele ficar com o troco. Ambos os jovens desceram do carro, e James perguntou se Luke poderia carregar a mochila até embarcarem, e prontamente o segundo jovem o fez sem reclamar. Ao colocá-la nos ombros, percebeu que era tão pesada quanto aparentava, mas, sendo um atleta com uma rotina de treino bem intensa, ele a carregou com pouco esforço e sem reclamar.
 
O garoto de muletas novamente guiou o caminho até uma das atendentes do aeroporto, cochichou algo com ela, e em seguida a moça lhe entregou uma chave após James lhe mostrar uma espécie de documentos. A mulher se distanciou para atender outras pessoas, e o jovem que acabara de receber a chave foi mancando com suas muletas até uma espécie de armário, sendo seguido por Luke. Ele enfiou a chave na fechadura, a destrancou, e abriu a porta, revelando uma outra mochila.
 
“Essa mochila eu levarei” – Ele disse – “Ela contém seus pertences pessoais. Algumas roupas, dinheiro, documentos e etc”
 
“E por que diabos eu precisaria disso aqui? Para onde estamos indo?” – Luke perguntou com certa leveza na voz. Apesar de tudo o que havia acontecido, ele sempre foi um menino disciplinado, que sempre conseguiu manter sua raiva sobre controle, nunca explodindo com ninguém. Era mais do que raro ver Luke com raiva.
 
“Explicarei tudo dentro do avião. Vire-se” – Luke atendeu o pedido do amigo, e ficou de costas para ele. James enfiou novamente a mão da mochila e retirou alguns punhados de notas de 100 dólares dela – “Vamos comprar nossas passagens” – Os dois adolescentes se dirigiram até o caixa do aeroporto – “Olá” – Disse James, se dirigindo á mulher que vendia passagens – “Eu gostaria de duas passagens no próximo voo para Long Island, Nova York”
 
“Olá” – Respondeu a mulher com um sorriso cansado, de quem havia trabalhado o dia todo e não via a hora de ir para casa para poder finalmente relaxar, esquecendo do estresse de aeroportos – “Estou vendo no sistema que tem um voo saindo em 10 minutos. Se vocês forem rápidos, ainda dá tempo de pegá-lo”
 
“Ótimo” – James disse, abrindo um pequeno sorriso de simpatia para a moça – “Duas passagens, por favor”  - Ele entregou três notas de cem dólares, e recebeu uma de 50 dólares em forma de troco – “Muito obrigado, senhora”
 
A moça retribuiu o sorriso e acenou, mandando um tchau para os garotos. Esses então começaram a caminhar, Luke, e a mancar, James, em direção ao portão H, que seria de onde o avião o qual pegariam decolaria. Com a velocidade á que foram, conseguiram chegar ao avião três minutos antes desse decolar. Por algum motivo que Luke desconhecia, o detector de metais não apitou quando ele passou por eles, e nenhum guarda pareceu se importar que dois garotos de 16 anos, um deles coberto de cinzas, com mochilas lotadas estivessem embarcando de última hora naquele voo.
 
Eles entraram no avião e sentaram em seus respectivos assentos, Luke ficando escorado na janela, James no meio, e cadeira que dava pro corredor ficou vazia. Na verdade, foi um voo relativamente vazio, com apenas 27 viajantes em um avião que comportaria facilmente não menos do que 100 pessoas. Os meninos então usaram a cadeira extra ao lado para deixarem as mochilas, pois não queria arriscar deixa-las na parte superior onde guardavam as malas. Não é a melhor ideia guardar armas ali.
 
Após o voo decolar, eles ouviram um aviso pedindo para os passageiros colocarem os cintos, e em seguida os comandos básicos. Caso o avião passe por turbulência, para não se preocuparem. Que em casa de emergência, máscaras de oxigênio desceriam e ficariam á disposição de todos, e etc. Uma aero-moça bem bonita e simpática passou de passageiro em passageiro perguntando se eles queriam alguma comida ou bebida.
 
Quando ela se aproximou dos meninos e fez a mesma pergunta, Luke percebeu que estava faminto, e pediu uma refeição de escalope de filé mignon, com um filé de tilápia, batatas assadas ao lado, e um grande copo de suco de limão. James disse que não queria nada além de um copo de café, e uma maçã.
 
Após alguns minutos, o voo atingiu estabilidade no céu, e logo após, as comidas chegaram. Luke atacou seu prato com voracidade, aproveitando com voracidade cada garfada que dava. Se havia algo que ele adorava tanto quanto jogar basquete, era comer carne. Após terminarem suas refeições, James se virou para Luke, deu um longo suspiro, e começou a falar.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 3
           
            “Então quer dizer que deuses gregos existem?” – Luke perguntou depois de ouvir uma explicação de duas horas de James, cerca de 80% do tempo de voo. Agora só mais meia hora e eles chegariam em Long Island.
 
            “Sim”
 
            “Aqueles mesmos deuses gregos da idade da pedra? Zeus, Apolo, Hades, Atena?”
 
            “Exato”
 
            “E mesmo depois de milênios, eles continuam tendo filhos com mortais?”
 
            “Isso mesmo?”
 
            “E ainda por cima, eu sou um filho desses deuses? Eu sou um... Como é o termo?”
 
            “Meio-sangue, e sim, você é um”
 
            “E não bastasse essa história de deuses, monstros como harpias, minotauro são reais?”
 
            “Captou tudo corretamente”
 
            “E pra finalizar, existe um acampamento feito para meio-sangues, cujo objetivo do acampamento é treiná-los para que possamos sobreviver contra monstros?”
 
            “Não poderia estar mais certo”
 
            “Olha, James... Não quero te desrespeitar nem nada do tipo, mas mesmo você tem que perceber tudo isso que você está falando é pura loucura. Esse tipo de coisa não existe, não passam de lendas” – Luke estava um pouco perplexo. Ele não queria acredita no que seu amigo estava dizendo, mas uma pequena parte dentro dele sabia que nem uma única palavra que James dissera era mentira.
 
            “Luke, pensa bem. Aquela harpia que você matou era lenda? Lembre-se, deve ter tido algum momento da sua infância que foi estranho também”
 
            E então, como um estalo, ele se lembrou de um doutor que ele foi visitar quando era muito criança. Um doutor, que por um breve segundo assumiu uma aparência horrenda, mas que não tentara lhe fazer mal. Luke balançou a cabeça, tentando afastar aquela lembrança da sua cabeça, mas era tarde demais.
 
            “Não, não é possível. Isso deve ser efeito colateral da minha doença” – Luke murmurou.
 
            “Doença? Você está se referindo ao seu déficit de atenção e á sua dislexia? Isso não são doenças. São seus instintos que somente semi-deuses possuem. O que você acha que te manteve vivo naquela batalha? Seus instintos, Luke. Você sabe que alguma coisa diferente acordou dentro de você naquela batalha. Você nunca havia lutado com um arco, e soube atirar perfeitamente? É o seu DNA divino falando”
 
            “Lendas” – Luke dizia, desnorteado – “Não existe...”
 
            “Isso aqui parece lenda pra você?” – James perguntou, ao tirar o sapato e arregaçar a calça. Luke reprimiu um salto e se assustou ao ver que no lugar de pés, seu amigo tinha cascos, e pernas de bode peludas -  “Eu sou um sátiro, meu amigo. Sátiros são enviados ao redor de todo o mundo para tentar encontrar pessoas como você, pessoas especiais”
 
            “Mas, mas...” – Luke estava mais d que perplexo. Não é todo dia que você descobre que seu melhor amigo pertence ao folclore grego – “Ok” – O menino respirou fundo algumas vezes antes de dar prosseguimento á linha de raciocínio – “Vamos supor que eu acredite em um tudo isso que você está me falando. Deuses, monstros, meio-sangues, acampamentos e tudo mais... Quem é meu pai?”
 
            “Isso, meu caro amigo, infelizmente não posso te dizer, pois nem mesmo eu tenho a resposta. Se você quiser quem é seu pai, vai ter que vir comigo para o acampamento. E então, você topa? Digo, você tem que topar, caso contrário você provavelmente vai morrer sem treino. Agora que sabe o que é, os monstros virão atrás de você com mais frequência”
 
            “Então quer dizer que eu não tenho opção? Então eu vou para esse acampamento”
 
            O resto da viagem foi recheada de perguntas vinda de Luke. Ele ouvia coisas tão incríveis que pareciam ser mentira, mas de alguma forma, ele sabia que era tudo verdade. Ele sabia, no íntimo de seu ser, que pegasus, ciclopes, e todo esse folclore realmente existiam. Ele descobriu que o Olimpo estava ali, em Nova York, no topo do Empire State. Também descobriu que a entrada para o sub-mundo ficava em algum lugar de Los Angeles. Era cada informação mais louca que a anterior, mas ele não podia deixar de ficar excitado.
 
            Apesar de desconhecido, era um mundo inteiramente novo para ele. Um mundo que, provavelmente, o colocaria á prova, o colocaria de frente com os mais diversos desafios. E ele, apesar de ter incialmente achado que tudo não passava de uma brincadeira, começou a acreditar e a ficar animado com a possibilidade de saber quem era seu pai. Nunca tinha tido essa vontade, mas saber que seu pai é um deus? É o sonho de qualquer adolescente.
 
            “Senhores passageiros, estamos chegando ao nosso destino.” – Anunciou o piloto – “Por favor, confiram se seus pertences estão todos dentro de suas respectivas malas, e desembarquem com segurança”
 
            Após o pouso, Luke e James desembarcaram com as mochilas nos ombros, e começaram a andar em direção á saída do aeroporto, sendo que James havia recolocado seu tênis falso pouco antes de sair do avião. A lua brilhava no céu. Eles continuaram a andar um pouco mais, até que avistaram um táxi passando por ali, e que parou em frente ao aeroporto. Os meninos entraram no táxi, e James entregou um papel com o endereço para o qual o motorista deveria levá-los.
 
            Ficaram conversando sobre outros assuntos, o dia-a-dia, a liga nacional de basquete e etc durante o trajeto para não chamar a atenção do homem que dirigia o carro. Passado cerca de 15 minutos, o motorista avisou que haviam chegado o mais perto que ele poderia levá-los, e os garotos desceram do carro, enquanto James entregava uma nota de 20 dólares para o motorista, e esse saiu acelerando.
 
            Eles se encontravam em um bosque, e James o guiou de forma que começaram a adentrar o tal bosque. Após alguns minutos caminhando – James dissera que já não precisavam se apressar, pois já estavam em segurança – o atleta começou a sentir cheiro de morangos, e depois de mais alguns minutos, começou a vê-los. Centenas e centenas de morangos grandes, gordos e vermelhos. James havia o avisado que esses morangos eram fruto do poder de Dionísio, o ‘chefe’ do acampamento e também deus do vinho.
 
            “Estamos chegando” – Avisou James, com um sorriso no rosto.
 
            E então Luke viu. Duas pilastras ligadas por um banner de mármore no qual, com certa dificuldade devido á dislexia, ele conseguiu ler ‘ACAMPAMENTO MEIO SANGUE’. O garoto soltou um assobio e, junto com seu amigo atravessaram a margem da árvore que um dia fora uma menina, e que separava o acampamento do mundo mortal, e também provia segurança contra monstros para os campistas. James tinha contado a história daquela árvore, mas a verdade é que Luke não ouvira metade dela.
 
            “Que horas são?” – James perguntou para o menino ao seu lado.
 
            “Não sei, não gosto de relógios. Mas acho que são umas 22:00. Por quê?”
 
            “Por que a galera deve estar reunida em volta da fogueira. Vamos lá. Você não vai querer perder” – James tirou os sapatos falsos e a calça, e guardou as roupas na própria mochila. Agora ele podia trotar livremente.
 
            A verdade é que Luke não queria perder nada daquele lugar. Enquanto andavam ele viu inúmeros chalés, cada um com seu próprio estilo. James havia lhe explicado que cada meio-sangue tem um chalé de acordo com seu progenitor divino, e é neste chalé que ele fica com os irmãos. Eles também passaram por um belo lago, e Luke podia jurar que viu uma cabeça feminina emergir e submergir em questão de segundos. Também avistou uma quadra de basquete e sentiu-se aliviado por saber que pelo menos poderia jogar. Conforme andavam, viu também um refeitório gigantesco com inúmeras mesas e que parecia acabar de ter sido usado, e ainda haviam algumas pessoas ali.
 
            Mas algo captou sua atenção. Um fogo incandescente logo mais a frente, e várias pessoas cantando ao redor do fogo. Era uma cena muito bonita de se ver, e parecia coisa de filme. Os dois amigos se aproximaram da fogueira, e então James anunciou a plenos pulmões.
 
“Ei, todo mundo. Novo meio sangue na área. Luke Allen. Façam com que ele se sinta bem vindo”
 
“Filho de quem?” – Um menino de cabelos loiros e de aparência amigável gritou. Era também o menino que estava com o violão, e que liderava as canções.
 
“Indefinido. Mas isso deve mudar daqui a pouco, se os deuses mantiverem suas promessas” – James retrucou, abrindo um sorriso.
 
“Vamos lá, novato. É tradição que os novatos cantem alguma coisa na primeira noite na fogueira” – O jovem com o violão disse, abrindo um grande sorriso, oferecendo o instrumento para que Luke tocasse.
 
Luke ainda estava com medo do lugar, onde não conhecia ninguém, mas música era uma de suas praias, e quase todos sorrindo para ele criou uma aura tão confortável e serena que ele se sentiu na obrigação de tocar e cantar algo.
 
“The sun goes down, the stars come out, and all that counts, is here and now” – Ele começou a tocar e a cantar, e logo todos foram se juntando á ele, de forma que ficou uma apresentação louvável e digna de aplausos, que foi o que aconteceu no final.
 
“Isso aí, novato” – Disse o mesmo garoto de antes. Devia ter cerca de 18 anos – “Meu nome é Peter, flho de Apolo” – Luke apertou a mão de Peter e abriu um sorriso para esse. Então, de forma repentina, um calor surgiu no topo de sua cabeça. Não um calor ruim, mas sim um calor amigável, familiar. Ele olhou pra cima e viu uma pequena miniatura do sol em cima de sua cabeça – “E você é meu irmãozinho” – Ele abriu um sorriso maior ainda e gritou – “Digam oi pro novo filho de Apolo”
 
James se aproximou, deu um sorriso e em seguida abraçou seu amigo.
 
“Filho de Apolo, hein? Nada mal” – Ele abriu a mochila e retirou algo de dentro dela – “Fique com isto” – Ele então entregou o arco negro dobrável e as 22 flechas para Luke, 5 de bronze celestial e 17 de ferro comum – “É melhor com você do que comigo”
 
Luke agradeceu imensamente pelo presente, e os guardou em sua mochila. Deu uma outra olhada ao redor da fogueira e viu rostos tão diferentes uns dos outros, mas sabia que ali existia uma família. Sua nova família.
 


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Re: Ficha dos Personagens

Mensagem por Juno em Dom Set 13, 2015 12:23 am

Ficha Aprovada!
Historia muito bem estruturada e escrita... final um pouco previsível pra mim, historia muito "comum", mas mesmo assim fez a diferença ao apresentar uma escrita tão interessante.
Seja bem vindo!


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Re: Ficha dos Personagens

Mensagem por Izzy Berticelli em Seg Set 21, 2015 7:10 pm



FICHA DE PERSONAGEM
Don't matter what people say, I never did believe them

Isabelle é uma  semideusa de dezessete anos, nascida em New York onde residiu até seus dezesseis anos, quando se mudou para Inglaterra.

PERSONALIDADE:
Izzy é um pouco calculista e tímida. Parece fria e anti-social aos olhos de quem não a conhece, mas quem convive muito com a menina sabe que ela não é assim o tempo todo. Ela não se sente confortável em multidões, prefere ficar com poucas pessoas, e pessoas que conhece e confia. Isabelle pode ser um pouco rude com desconhecidos, mas consegue se controlar. Prefere o frio do que o calor, passar uma tarde tranquila em casa sozinha, ou ter um tempo para si mesma no Acampamento. Ela também é muito amigáveis com pessoas que mostram ter interesse nela. A menina é extremamente confiável e divertida, mas as vezes é competitiva e detesta perder.

HISTÓRIA:

Solitária. Abandonada. Desnecessária.  
Eram as primeiras coisas que Isabelle pensava sobre si desde que descobrira o significado dessas palavras. Morava apenas com seu pai, e os vários empregados dele, e nunca conheceu sua mãe. Seu pai tinha uma fotografia velha e estragada de uma mulher que ele dizia ser a mãe dela. Mas aos catorze, quando a menina aprendeu a reparar em características, ela percebeu que não tinha nada haver com a mulher da foto, mas se recusava a comentar com seu pai sobre isso.  
Viver naquela casa enorme sem companhia era extremamente solitário. É claro que havia Meredith que cuidava de Izzy como se fosse sua própria filha, uma vez que seu pai  não se dava o trabalho de fazer isso. Izzy a chamava de mère, um apelido para Meredith mas que em francês significava ''mãe'', e a mulher era a única figura materna que ela sempre tivera.  
Seu pai, Robert, tentava a todo custo balancear seu tempo entre seu trabalho e a filha, e Izzy entendia que ele era ocupado, então aproveitava muito quando seu pai estava de folga para fazer programas alternativos, ou até mesmo ficar em casa curtindo um filme e tudo mais.
Quando a menina completou quinze anos, seu pai achou que já podia começar a namorar de novo. No inicio nada era sério, ficava com uma mulher por umas duas semanas até ir para outra. Isabelle não gostava muito disso, mas a atenção de seu pai não diminuiu nem um pouco, então ela tentava ficar feliz por seu pai.
Quando Robert conheceu Melissa, ele estava a levando a sério. No começo a mulher se dava muito bem com Izzy, mas a medida que as coisas ficavam sérias entre ela e seu pai, Melissa tentava afasta-lo  da filha.Inventava mentiras bem contadas que realmente pareciam verdades. Robert ficava cada vez mais desapontado e tentava entender o porque da filha fazer essas coisas, mesmo que não fizesse realmente.
Melissa parecia estar disposta a fazer a vida de Isabelle um inferno pelo simples fato de achar que a menina poderia roubar a atenção de  Robert, seu pai. Certo dia as brincadeirinhas de Melissa passaram de provocações para ''infelizes acidentes'', o que deixava a pequena Izzy muito revoltada.  
Melissa ameaçava enviar Isabelle para um internato  na Inglaterra ''para ver se a menina criava modos''. Acabou que as ameaças se tornaram realidade e na próxima voltas as aulas lá estava a menina: Em um país desconhecido com pessoas estranhas. Izzy nunca se sentiu tão infeliz quanto naquele momento, por estar sendo retirada do único lugar que se sentia bem.
Os meses foram passando e Izzy foi amadurecendo suas ideias.  Foi ficando cada vez mais fechada e desconfiada das intenções de seus colegas. Isabelle só respondia o que era necessário e apenas o suficiente. Aos poucos se tornou calculistas e até um pouco ''fria''. Os psicólogos do internato diziam que era uma fase, tudo para acalmar seu pai que ficava cada vez mais incomodado com a atitude ''rebelde'' da filha.
Era complicado, mas Izzy confiava apenas em uma pessoa. Matt. Foi a primeira pessoa que conversou com a menina quando ela chegou e os dois se apegaram um ao outro rapidamente. Berticelli confiava plenamente no que seu amigo dizia, mas foi complicado para ela aceitar quando ele lhe contou sobre sua verdadeira origem.  
Primeiro a menina achava que ele era louco e usuário de drogas. Depois ela passou a reparar nas coisas que ele disse e resolver indagar seu pai, que com muito  custo admitiu para a menina que aquela história era verdadeira. Depois disso, a menina decidiu que iria para o Acampamento Meio-Sangue, pois de tal modo, ela não iria ser obrigada a conviver com as mentiras do pai.








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Re: Ficha dos Personagens

Mensagem por Bellona em Seg Set 21, 2015 7:40 pm

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Re: Ficha dos Personagens

Mensagem por André Carvalho em Sab Out 10, 2015 7:58 pm

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André Carvalho
15
Canadense
Andrea e Hefesto
EUA
acampamento meio sangue

Características físicas

Alto, musculoso com seus olhos castanhos e seu cabelo preto. Não possui tatuagens, porém possui alguns cortes e queimaduras, principalmente nas mãos, por conta do trabalho em forjas. Geralmente utiliza de roupas simples e não muito atraentes, característica herdade de seu pai divino.
Características Psicológicas

André sempre foi muito calmo, amigável e tranquilo, diferente da maioria dos filhos de hefesto, que são ranzinzas e antissociais. Evita confusões, sempre tenta resolver as coisas pacificamente, porém em último caso, não excita em usar  a violência. 
 
História

Nascido no Canadá, filho de Andrea, uma cozinheira bela e bondosa, com um pai que partiu no nascimento do filho, André sempre foi muito feliz, porém sentia uma tristeza interior, por conta do abandono de seu pai.  O garoto, até os 10 anos, se culpava por ter sido abandonado, por mais que sua mãe sempre o explicasse que ele não tinha culpa, portanto isso sempre atormentou ele, porém mesmo com aquele problema ele continuava com o sorriso no rosto, sempre pensando positivamente. 
 
Teve uma infância tranquila e alegre, brincava com seus amigos, ia a parques e praças aos fins de semana e fazia tudo que uma criança normal fazia, até aquele ponto nada estranho ou anormal havia acontecido, quem o via nunca imaginaria o segredo que ele trazia em sua linhagem sanguínea.  
 
Já entrando na adolescência algumas coisas começaram a ficar estranhas, André ainda era considerado normal, porém um normal não tão normal assim. Um dia ele estava voltando de casa, com um projeto de ciências, um pequeno rádio, que ainda não estava completo, portanto não poderia receber sinal. Surpreendentemente o rádio conseguiu sinal e começou a transmitir algumas falas estranhas.  Ele dizia alguma coisa sobre clima, mas deu um modo muito estranho, como se houvessem pessoas a administrando, André ouvia surpreso, tentando imaginar que rádio era aquela, de acordo com as falas era uma tal de tv hefesto. 
Ao chegar em casa André procurou sobre essa tal TV hefesto, porém acabou achando apenas sobre um deus grego, o deus das forjas. Aquele papo morreu lá, sem ninguém além do jovem saber daquela transmissão "fantasma".  
 
Adolescente completo, agora a vida do garoto mudava totalmente, já com seus 15 anos as  responsabilidades começavam a aumentar, a escola pesava mais, assim como suas tarefas domesticas. Porém havia chego as ferias, André esperava poder ficar no computador o tempo todo, porém sua mãe inventou de o levar a um acampamento de férias, de acordo com ela o local seria muito bom para ele, porém ela falava um pouco triste, André não sabia ao certo por que. 
 
Pronto, André foi ao acampamento, seu nome era "acampamento meio sangue", sua mãe o falou para falar com Quírion, que ele o explicaria sobre o acampamento, e que aquilo era muito complicado para ela explicar. E lá foi André, entrando naquele lugar  novo e desconhecido. 




 
thanks rapture

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André Carvalho

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