{FP} Elissa Forcraw

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{FP} Elissa Forcraw

Mensagem por Elissa Ravenford Forcraw em Ter Fev 04, 2014 8:51 pm


 
Elissa Forcraw
17 anos
Inglesa
Hades/Catherine Forcraw
Acampamento Meio Sangue
Bi

Característica física & psicologia

Físicas: Elissa não pode ser considerada nem alta, e nem baixa, ela tem por volta de 1 metro e 73 centímetros. Não pode ser considerada gorda, tendo 70 kilos muito bem distribuidos pelo corpo que é bem definido, sendo que a garota possúi seios não muito fartos e um quadril na medida certa. O rosto é levemente quadrado e com feições suaves, que ao mesmo tempo são marcantes. Os olhos levam uma tonalidade mel que chega a ficar cinza na luz da lua, assim como seus cabelos castanhos, longos e ondulados que sob o brilho prateado ficam negros. Sua pele é levemente bronzeada, mas ainda assim destaca o vermelho rosado de seus lábios carnudos. Possúi uma tatuagem que se forma em sua cintura, sendo um total de cinco rosas negras que se estendem até o ínicio de suas coxas.
Psicológicas: As situações extremas pelas quais Elissa passou afetaram-na para sempre mentalmente, sendo ela dona de uma personalidade inconstante e mutável. Quase sempre está risonha e agradável, mas poderia matar uma pessoa à sangue frio e com as próprias mãos com esta mesma expressão doce no rosto. Ela não acredita em outra forma de amor que não seja entre ela e sua irmã, e o motivo pode ser por ter sua alma permeada com ódio. Elissa nunca demonstra suas verdadeiras inteções quando está em público, e não importa o que aconteça. É especialista em "fabricar" aliados, normalmente os seduzindo quando sao homens. As lembranças da noite do nascimento da irmã aparecem fragmentadas e em pequenos flashes, trazendo uma tontura para a garota quando se força a lembrar; portanto, para ela o passado já não importa, apenas o futuro.

História

Há sempre um caminho a seguir, uma página é escrita, tudo são meras possibilidades, quão grande é inocência, de quem do próprio destino não tem consciência, o destino é cego. Quem de vós desconfiai? Ele sempre sabe o caminho, mas nunca vê para onde vai. Todos os caminhos pertencem ao destino. E foram traçados antes e depois de acontecerem. O tempo é apenas um mero detalhe. Antes de tudo queria dizer que Elissa nasceu e cresceu na cidade de Liverpool, foi criada por seu pai... Agora vamos ao que interessa, que a história comece:

(...)

Às vezes você se pergunta como isso é possível, e se pega pensando em como ele pode odiá-la tanto assim. Você fica olhando as marcas em seu corpo se perguntando como ele é capaz. Como a pessoa que deveria te amar, te vende tão facilmente. Seu próprio pai te enxerga como uma mercadoria, aliás, lá no fundo você sabe que nunca passou disso. Mais um rosto e corpo bonito para servir de objeto para aqueles bêbados. Apenas mais uma garota que vira o sustento do lar; mas não, seu pai é um empresário de grande sucesso em Liverpool; ele te vende apenas pelo prazer dos amigos e por próprias ambições políticas. Ele te vende porque talvez, nunca te amou como filha. Você já não aguenta mais, você viu o que fizeram com sua madrasta que hoje está morta e não quer que façam o mesmo com você. Oh não Elissa, você nunca apanharia de um homem, e revidaria se isso viesse à acontecer. Você, entretanto, não é o tipo de garota que sofre calada. Não. Você é o tipo de garota que paga na mesma moeda, o tipo de garota que encara as coisas de frente. Você é o tipo de garota apaixonada por desafios. Você é a garota que parece um anjo mas isso é apenas uma ilusão. Você é a garota das máscaras. A noite indicava ser como uma outra qualquer. O baralho de poker corria na mão dos jogadores; os charutos acessos inundavam a casa com fumaça; e você servia a cada um deles às bebidas, sempre sorrindo. Mas um novo apostador frequentou sua mansão aquele dia, e o nome dele jamais poderia por você ser esquecido. Você viu que seu pai só tendia a perder no jogo, mas ele nunca recuava. Você então deixou a taça de conhaque cair aos pés quando ouviu o novato sussurrar "Se eu ganhar, levo ela..." toda atenção da sala se voltou para si, e em full house você simplesmente disse adeus ao que conhecia. Você disse adeus ao seu pai em um misto de alívio e desespero. Disse adeus à sua vida. Disse adeus à tudo o que tinha. Agora você está totalmente sozinha, mas isso nunca influênciou nada, porque sempre esteve assim. Sozinha. Abandonada. Esquecida! Então você sobe as escadas desesperadamente, batendo forte à porta de seu quarto em um aviso de "se afaste". Olha de relance para o banheiro e dando de ombros se lembra do que teria ali em sua espera. Os vidros laranja eram dedilhados um à um enquanto não encontrava o exato, mas você o encontrou. Seis, ou seriam sete comprimidos? Isso já não importava, porque sua única salvação seria essa: a morte. Enquanto a droga invade seu organismo você se deita em postura divina na cama. As batidas contra a porta de seu quarto eram escandalosas, mas ela se mantinha trancada, como se ninguém fosse a abrir. A voz do seu novo dono se sobressaía já que ele queria seu prêmio, e foi no momento que fechou os olhos pela esperada última vez, que a porta veio ao chão. E você está caindo Elissa, e sua queda não tem fim. Aliás, só teria um fim se a morte lhe alcançasse, mas nem nela você parece disposta à acreditar. Não acredita no ato de morrer porque está totalmente desprivilegiada disso, você está apenas condenada à eterna sentença de dor e sofrimento. Oh, iria quase me esquecendo, feliz dezessete anos, Elissa.

(...)

Os braços de Henry, seu ganhaador, eram fortes enquanto você era carregada para algum lugar. O garoto já havia feito você vomitar cada comprimido, e você está totalmente perdida, alucinada. Está abandonada e ao mesmo tempo nunca se sentiu tão lembrada. Mas nada é perfeito minha querida, e no momento que seus pés descalços tocaram o frio da calçada, pode ver a verdade existente em Henry.

 
Chegada ao Acampamento

Henry mudava diante dos seus olhos. O  porte atlético do garoto foi se transformando numa massa de músculos que humanamente era impossível de existir, as roupas se rasgaram, os dentes estavam afiados e as feições mudaram drasticamente. Seus olhos correram uma vez pelo local, procurando algo com o qual podesse se defender, e aquela barra de ferro fora o máximo que encontrou antes de começar a correr. A garota corria feito louca, sem saber para onde iria durante aquela noite,  mas, estranhamente, ela reconhecia cada árvore e principalmente aquele caminho. Sabia que em algum lugar do mundo estaria segura. Não sabe como, mas no momento que se virou para trás e observou Henry correr em sua direção, a garota ergueu a barra de ferro e acertou o garoto na cabeça. Sabia que havia desmaiado, mas aquelas paredes em cores brancas não eram de seu quarto. Em um salto a garota se levantou da cama, abrindo os olhos e soube que tudo aquilo não passava de um sonho, ou uma lembrança trancada a sete chaves no fundo de seu consciente. No entanto ali estavam as marcas por seu corpo, então tudo foi real, não foi Elissa? Suas únicas memórias surgiam fragmentadas em sua mente, podendo lembrar de ter visto três coisas antes de tudo apagar: 1- Henry virando pó aos seus olhos. 2- Você estava sendo ajudada por um ... homem diferente. 3- Podia ver um pinheiro alto à sua frente.
 
Reclamação

Encarou as árvores secas com os olhos estreitos e lábios pressionados. Definitivamente não estava em casa. Riu sarcasticamente e observou as roupas escuras que sempre vestia...o que comprovava ainda mais sua teoria. Um sonho? Provavelmente. Ou talvez estivesse viajando de novo, mas seus pensamentos nunca ganhavam forma daquele jeito, por mais viajada que estivesse. É, definitivamente estava em um sonho. Deu um passo a frente com seu sorriso ganhando um ar divertido enquanto caminhava pela grama queimada. As casas estavam todas destruídas, sem exceções e em algum canto ali que ela evitou olhar novamente haviam corpos. Era tudo muito mórbido. Ela sempre gostou da morbidez, mas era estranho ver a vila daquela forma. Definitivamente. Um vento bateu lhe trazendo o cheiro de fumaça e algumas cinzas e ela se restringiu a seguir essa trilha deixada pelo aroma. Não se apressava e seu ritmo era calmo demais para alguém que via todas aquelas atrocidades em silêncio. "Esse é seu interior" Disse uma voz grossa e masculina em sua cabeça. Parou e olhou em volta e não viu ninguém. Suspeito. Ignorou e voltou a sua caminhada, sendo novamente interrompida pela mesma voz. "Inconfiável. Fria. Macabra. Má. Falsa." Reconhecia aqueles adjetivos e eles se lançaram sobre ela como uma flecha lhe acertando tão fortemente que ela se manteve paralisada, olhando para o céu cinzento daquela estranha noite. O ar estava pesado e possuía um cheiro de podridão. Não, aquele não podia ser seu interior. Ela é fria e não costuma confiar nas pessoas, além de se esconder atrás de algo encantado. Mas ela não era podre daquela forma. Era a visão dos outros sobre ela? Não, era seu sonho. Nada além de um sonho, não se deixe abater, era o que ela dizia para si mesma. Mas ela reconhecia sim aqueles adjetivos. Eram os direcionados para si quando mais nova. "Sádica. Sem coração. Anti-social. Demônio" Ela não conseguiu evitar se encolher um pouco. Um vento frio passou por ela, lhe arrepiando e a fazendo se sentir mal. Como se aquele vento trouxesse algo além daquela friagem... Algo mais. Algo além."Pobre sombra envolta em escuridão." Agora era a voz de uma garotinha, mas era uma voz sem emoção, talvez uma voz acostumada a ver tantas mortes que a morena não conseguiria contar. "Tuas ações trazem dor e sofrimento à humanidade." Ela estava reconhecendo a voz e as citações. Ergueu a cabeça e olhou novamente em volta, não se deixando abater. Não passavam de memórias. Confusas, emboladas e colocadas em um local estranho, mas memórias. Os adjetivos dados pelos seus colegas... Sim, apenas um sonho. "Tua alma vazia afoga-se nos teus pecados" Um sonho muito real. Viu um olho gigante surgir no céu e as memórias finalmente tomaram forma. "De que forma desejas ver a morte?" Talvez ela mesma tivesse esquecido que havia sofrido. Ou talvez tivesse apenas escolhido esquecer ou substituir toda aquela dor por algo mais feliz. Era isso que fazia todos os dias, não? Ser forte. Viu com uma vagarosidade torturante um passado distante voltar à sua mente, quando ainda era uma menina de 13 anos, com seus colegas a olhando de forma estranha enquanto se via, tão pequena e frágil em um canto com suas roupas escuras. Não que ela colaborasse para ser querida já que nesta época sempre optou por se isolar o máximo possível de tudo e todos. Ela queria que alguém tentasse a aproximação, tentasse o primeiro passo.  Alguém que talvez gostasse dela, quem sabe. O simples fato de ser diferente, de não ser vista com desejo que fizeram com que ela fosse denominada de coisas que ela não é e nunca foi e provavelmente nunca será, como inconfiável. Mãos saíram do chão, almas atormentadas se retorcendo nas sombras a agarraram e começaram a a puxar para baixo, pelos lados e até seus cabelos, lhe causando uma dor muito grande além de ferimentos de arranhões e a sua roupa agora estava em farrapos. Então, o cenário mudou. Era um momento feliz entre sua mãe, ela e sua irmã. Era uma boa memória, sem dúvidas. Então, porque ela estava ali? Como se lesse seu pensamento - se achou tola por usar esta expressão, é óbvio que leu seu pensamento considerando que é tudo parte de um sonho, saíra de sua cabeça, afinal - o cenário começou a escorrer, como tinta fresca. Aliás, o cheiro de tinta estava lhe atordoando os sentidos. Olhou para o lado e como se estivesse dentro de um quadro ela viu seu pintor sorrir macabramente com seus dentes podres. Foi naquele momento em que ela finalmente sentiu falta de algo. Estendeu a mão e a região a sua frente tremulou. Uma passagem. Se jogou na passagem, sendo automaticamente mandada para outra cena.  Reconhecia aquela cena, reconhecia ela bem. Era, literalmente, o momento de sua morte. Um acidente. A casa onde moravam queimada. Uma sobrevivente. Foi então o inicio da tragédia. Era o fim e ao mesmo tempo o inicio de sua vida. Era algo tão paradoxal. Ela estava no escuro, até que um clarão azulado surgiu. Um clarão que ela reconheceu logo que abriu os olhos e viu sua mãe com os resquício do seu momento de amargura escondidos por um tipico sorriso prepotente com quem diz "Eu posso tudo", Mas ela não podia. E jamais poderá fazer nem um terço do que queria. Uma troca equivalente, era tudo que elas precisavam. Um sentido perdido e um membro deixado para trás, isso resultou em sua fuga de casa e, mais tarde, à nova condição que seria obrigada a viver. No instante seguinte, caiu em um buraco em algum momento de distração e foi parada apenas pelo chão. Era o vazio. Não, não era o deserto, não era areia que tinha abaixo de seu corpo, eram cinzas. Cinzas de memórias queimadas, sentimentos queimados, ela queimada. Lágrimas escorreram e ela se deixou cair, derrotada. Tudo só se cessou quando ela despertou.

(...)

A garota agarrou firme os lençois da cama quando se sentou. Encarou o homem que a ajudara anteriomente e uma tontura súbita a abalou. Você engoliu em seco ao se levantar da cama -tendo a ajuda do centauro para isto- e antes mesmo de sair daquela casa, pode ouvir algo como "A filha da morte", e pela primeira vez, a voz de homem em seus sonhos fez sentido, se tornando ainda mais nítido o desenho dos corpos formando um "H". Hades. Fora a única coisa a qual você pode pensar antes de finalmente se sentir em casa, com sua família e principalmente se sentir você mesma.

thanks rapture
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Elissa Ravenford Forcraw

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